me dê motivo…
Agosto 29, 2008 · 1 Comentário
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boa noite rio, tchau brasil: flamengo campeão estadual 2009.
Agosto 3, 2008 · Deixe um comentário
Nesse feliz fim de semana eu passei mal, meu computador começou a travar e o Flamengo comemorou o fim de 2008. Felicidade.
O Cruzeiro brincou no Maracanã hoje. Vai ser campeão brasileiro. Teve o gol do Vandinho, mas dessa vez o futebol achou por bem não recompensar a incompetência e permitiu que o Cruzeiro virasse.
Foi duro, viu. Os cruzeirenses são muito melhores que o Flamengo. Muito. Eles sabem fazer tudo que a gente não sabe. É um time que sabe segurar a posse de bola e que toca muito bem; mas isso só funciona porque os jogadores conseguem dominar sem cair, agüentam os trancos da zaga de pé e não têm medo de partir para cima.
No Flamengo, não tem nada disso.
O pobre do Erick Flores mais merece um Bolsa Família, para ver se fica mais tempo de pé do que no chão.
O Diego Tardelli é um vazio. A ausência dele vai ser é bola para o time. Ele pede a bola e parte para cima. Até aí tudo bem. Mas é um fominha desgraçado, sempre acaba tropeçando sozinho e não é capaz de acertar o gol nem Jesus transformar o goleiro num pernil.
E por aí vai. O Léo Moura tem conseguido o impossível – ele não ataca e não defende; só pega a bola na intermediária defensiva, vai caindo na diagonal para o meio, leva um encontrão, fica no chão e pimba.
O Obina é uma piada coberta de dendê.
E tudo isso é irrelevante. A questão é: e agora? E agora danou-se, eu acho.
Se o Renato Augusto serviu para encher o fiofó do Márcio Braga de dinheiro, por que diabos o Flamengo foi catar laterais reservas e artilheiros da segundona enquanto o Grêmio soube trazer o Tcheco e o Souza, o São Paulo contratou o André Lima, o Inter traz Daniel Carvalho & D’Alessandro etc etc etc?
Fora que…vejamos. O Jaílton melhorou ultimamente. Tem marcado melhor. Tem até saído melhor com a bola. Mas ele continua muito ingênuo. Não acompanhou o infeliz do Cruzeiro no segundo gol; tomou um chapéu de pura ingenuidade no segundo tempo. Por bobagem também fez pênalti contra a Portuguesa. Por que não deixar ele cumprir o destino dele de ser um bom reserva?
Recua o Cristian, Caio Jr, por favor. Bota ele ali plantado no meio da zaga. Ele é mais habilidoso e passa melhor que o Jaílton. Proíbe o Angelim/Dininho/Thiago Salles de encarnar o ponta esquerda. Proíbe o Juan e o Léo Moura de ficarem sempre caindo para o meio. Deixa o Jônatas aprodecer no inferno. Planta um atacante na área e deixa o Éder – sim, o Éder, veja a que ponto nós chegamos – ficar ciscando ali em volta. Não substitui o Toró nunca mais, porque ele é o deus da raça dessa trupe mal ajambrada que a gente tem. Obriga o Ibson a honrar o salário que ganha.
Tá difícil. Eu falei que ia dar merda, não falei? E nem acho que é pela ausência do Renato Augusto, do Marcinho ou do Souza… o time no início do campeonato é que estava muito além do que podia. Mas mesmo assim… o Flamengo entra em campo agora e se vê que falta confiança. E só chutão pra frente. Ninguém tem moral de botar a bola no chão e partir para cima. É lançamento ou passe para o lado. Assim não dá.
Enfim, é isso. Um post desconjuntado para um time atolado. Será que a Net devolve o dinheiro do pay-per-view?
Pedro
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Etiquetado: flamengo
tem alguém aí?
Agosto 2, 2008 · Deixe um comentário
Se tiver, então me digam se o craque desse quase-primeiro turno de campeonato não é o Marquinhos, do Vitória?
O cabra é bom. Magrinho demais para ir para a Europa, mas habilidoso na medida certa – não tropeça na bola mas também não quer entrar para o circo -, rápido e, principalmente, muito eficiente e preciso no chute. Sem medo de chamar o jogo para si, ele aparece toda hora no ataque baiano. É um ótimo meia ofensivo.
Se o Flamengo não estivesse afundando como o PSDB em época de eleição, o Juan também seria forte candidato. De todo modo, ele continua sendo o melhor lateral esquerdo do Brasil. E mais: ele tem até melhorado na defesa, que era seu ponto fraco. Quem joga o Cartola já sabe que nesse campeonato ele tem mostrado uma vocação até então insuspeita para roubar bolas. Fora que, no ataque, ele é a melhor opção do Flamengo. É rápido, dribla bem, não tem medo de arriscar, mas também não é fominha. Sem ele o time é mais ou menos como o Buchecha sem o Claudinho.
Pedro
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Etiquetado: brasileirão
zero a zero à esquerda
Julho 28, 2008 · Deixe um comentário
sem souza e toró para chutar a cabeça do castillo, a melhor coisa do flamengo x botafogo acabou sendo a entrevista do wellington paulista, ao fim do clássico no maracanã, em que ele fala algo nas linhas de: “até que esse empate fora de casa não foi um mau resultado para o botafogo”.
já dizia o youtube: antigamente existiam quatro grandes times no rio…
***
e por falar em rio, quem vai condenar a sinceridade do ÍDOLO tricolor Thiago Neves nessa entrevista durante a preparação da seleção olímpica (aproximadamente aos 3 minutos)?
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estou bobo
Julho 24, 2008 · Deixe um comentário
Quase não dá para ficar chateado com o empate do Flamengo com a Portuguesa. Mentira, dá sim. Que amarelada. Mas, por outro lado, foi o melhor jogo desde… Flamengo e Atlético Mineiro. Foi infinitamente bom de ver e infinitamente angustiante torcer.
Se fosse Pororoca do Norte e Pituca FC eu estaria sorrindo de uma orelha à outra. Gol de mão, pênalti que o juiz manda voltar, expulsão marota, umas duas ou três grandes defesas de cada lado, dribles fantásticos do Ibson e do Diogo dentro da área do adversário… e amarelada no final. A jogada foi emblemática do Flamengo – Juan, o melhor e mais taticamente indisciplinado jogador do Brasil (e isso não é uma crítica, pelo menos não aqui), pega a bola na ponta direita, parte para dentro e sofre o pênalti. Ibson, um dos volantes mais habilidosos e eficientes, vai lá e converte. Mais ou menos assim.
É claro que tudo isso poderia ter sido evitado se o Jaílton não tivesse voltado a ser o Jaílton e cometido um pênalti mongolóide. Ou se o acarajé mágico do Obina, o Obama brasileiro, não tivesse acabado – eu juro que quando ele entrou eu pensei que esse era o típico jogo em que o infeliz marca gol. Não marca. Não mais. Fez menos do que o Souza, que cada vez mais me convence de que ele é um Toró no corpo de um Shaquille O’Neal; tem alguma habilidade fora da área, protege bem a bola, mas volta e meia prende e muito e é pura ineficiência na frente do gol.
E o tal do Diogo, hein? Ele e o Juan foram os melhores em campo. Ao contrário do Ibson, o sangue frio falou mais alto e ele fez o pênalti que o juiz mandou voltar. Foi um perigo constante, se movimentando o tempo todo, com habilidade para prender a bola no pé e tamanho para aguentar os trancos da zaga. Jogou quase sozinho e segurou a onda, incomodou o tempo todo. Não tinha uma bola no ataque da Portuguesa em que ele não estivesse na jogada.
Com o Juan..bem, foi o de sempre. Passou bem, mostrou visão de jogo, criou chances, roubou umas bolas. E não foi o suficiente. Não vou dizer que agora é puro sinal vermelho no Flamengo, porque na pior das hipóteses o time termina a rodada em segundo. Mas é preciso contratar pelo menos mais um homem de frente. Talvez o Éder ainda engrene, mas não é suficiente. E, mais uma vez, ficou claro que não dá para confiar no Tardelli, que, de resto, até correu bastante.
(O Tardelli é o anti-Marcinho. A gente vê ele correndo muito, tentando muita coisa, fazendo umas jogadas doidas de bonitas, mas, no fim das contas, a câmera sempre corta para aquela expressão de “ai, meus sais, foi quase” dele no fim do lance.)
Que frustração. Para cada coisa boa do jogo de hoje há uma ruim.
Bom: o Flamengo jogou melhor do que no domingo, tocou mais a bola, parecia mais ligado no jogo.
Ruim: além de dois pênaltis muito bobos, a Portuguesa chegou cara a cara várias vezes. E naquele drible do Diogo quase deu vontade de torcer para ele marcar.
Bom: Léo Moura atacou bem mais, principalmente no primeiro tempo, e, com a volta do Juan, o Flamengo conseguiu esgarçar a defesa da Portuguesa e criar espaço em campo.
Ruim: o espaço extra adiantou muito pouco porque metade das vezes o time tentava começar a jogada pelos pés do Cristian.
Bom: o time conseguiu sair na frente, levou o empate logo em seguida, mas manteve a cabeça em pé e fez o segundo ainda no primeiro tempo.
Ruim: precisa falar?
Bom: mesmo jogando na casa do adversário e com um homem a menos, o time mandou no segundo tempo e obrigou a Portuguesa a jogar só nos contra-ataques. Melhor ainda, conseguiu criar umas duas ou três chances claras de gol.
Ruim: os contra-ataques da Portuguesa foram quase mortais, mas isso eu já falei. O ruim mesmo foi jogar com um homem a menos por nada. (Caro Kléber Leite, favor conferir o número de cromossomos do Tardelli. Grato)
Bom: o Caio Jr mostrou mais uma vez que está nessa para ganhar. Entrou com três atacantes e, mesmo com o jogo empatado e com um homem a menos, recusou-se a colocar mais um homem de marcação.
Ruim: já são três jogos sem vencer e, a essa altura, ou ele está arrependido de ter ficado no Flamengo ou já já vai ter um idiota reclamando no ouvido dele.
Bom: um pontinho fora de casa, derrota do Cruzeiro, derrota do São Paulo.
Ruim: Vitória venceu. Marquinhos, Cleiton Xavier e (talvez) Diogo são os nomes do campeonato até aqui.
Bom: não perdeu de novo.
Ruim: adivinha quem comprou o Ibson no Cartola?
Pedro
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Etiquetado: brasileirão, flamengo, portuguesa
À guisa de anedota
Julho 21, 2008 · Deixe um comentário

O vice-presidente de futebol do Flamengo, Kléber Leite, ao explicar o porquê da “aposentadoria” do novo uniforme do clube, alegou, entre outros motivos, que este modelo foi inspirado em um período não muito glorioso na história do Flamengo e que não haveria motivos para tal homenagem. Pois bem, entre 1980 até 2001 o Flamengo tinha estampado três estrelas ao lado do escudo em sua camisa. Cada uma dessas estrelas representava um tricampeonato ganho pelo clube: 42/43/44, 53/54/55 e – pasmem -, 78/79*/79. Quer dizer, não deve haver nenhum motivo mesmo para homenagear uma década cujas conquistas sequer estamparam o peito de todo rubro-negro por mais de 20 anos, né?
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Etiquetado: flamengo
cara de pau
Julho 17, 2008 · 1 Comentário
Depois do jogo de ontem, será que alguém ainda tem a cara de pau de dizer que o Thiago Silva é o melhor zagueiro do Brasil? Ou que o Luís Alberto serve para alguma coisa?
Esse time do Fluminense é detestável e a culpa é do Renato. Sempre foi gênio das entrevistas quando era jogador, mas bastou virar professor que deixou a galhofa de lado* e passou a inventar factóides. Esse do Thiago Silva é o pior deles. Em breve um europeu incauto vai pagar uma fortuna por ele.
A imprensa esportiva carioca (só a carioca?) está mesmo mal das pernas. Antes, era o mito de que o Botafogo jogava o “futebol mais bonito do Brasil”. E de que o Lucio Flávio não era retardado. Agora, o Thiago Silva. Ainda bem que o Fluminense perdeu para a LDU, senão a gente ia ter que engolir um “Washington é o maior artilheiro do Brasil” também.
* não que ele não tenha lampejos de genialidade: ontem na Globo o infeliz do repórter lançou um “tá com tanto frio pra usar luva aí, Renato?”, que felizmente foi rebatido com um olhar de desprezo e emendado por “e você tá com esse casaco aí por que?”. Valeu Portaluppi.
pedro
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Etiquetado: fluminense
cinco pontos
Julho 13, 2008 · Deixe um comentário
Que molezinha o clássico carioca. Só isso. Os caiojuniores jogaram com calma, tranquilidade, nos erros da defesa horrorosa do Vasco. Só o Marcinho não correspondeu, mas depois daquele gol do Cristian não dá para reclamar de nada.
Três coisas bacanas do jogo:
- A defesa. Justinha, deu pouco espaço para o Vasco, conseguiu mil desarmes – esse, aliás, é o ponto forte do Flamengo. Enfim, tudo funcionou bem melhor do que contra o Atlético. Fábio Luciano fez até gol. O garoto Airton entrou bem e não comprometeu. O gol do Alex Teixeira foi meio de bobeira, mas já estava 3 a 0, não dá para reclamar.
- Já a zaga do Vasco é um desastre. O pênalti foi de uma ingenuidade à la Luke Skywalker no primeiro Star Wars. No segundo gol o camarada tirou a bola que era toda do goleiro. E por aí vai. Só bola nas costas.
- O Caio Jr é provavelmente o treinador mais ofensivo do Brasil. Tipo um anti-Muricy. Com o jogo ganho ele tirou o Jônatas e botou o Tardelli. Que beleza. Depois tirou o Marcinho e pôs o inútil do Obina. Maravilha. No jogo contra o Sport, na Ilha do Retiro, ele já tinha tirado um cabeça de área para colocar o Maxi quando o jogo estava 1 a 1 – um resultado que já seria muito digno. É isso aí. Se fosse o Joel, aposto que quem ia entrar hoje era o Dininho.
pedro
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Etiquetado: flamengo
O Fla x Vasco mais importante da vida deles
Julho 12, 2008 · Deixe um comentário
Quem lê este blog (e aliás, quem lê este blog?) com alguma freqüência já sacou que mais da metade dos autores – e principalmente os que postam mais freqüentemente – são flamenguistas. Por isso o “deles” do título. É o Flamengo x Vasco mais importante para eles, os vascaínos, os rivais, a turma da fuzarca, o time da virada, o Machão da Gama. Mas por que é o mais importante?
Pergunte a qualquer um dos nossos rubro-negros de plantão qual time de que mais tiveram ódio e satisfação de vencer. Qual time já comandou seu maior respeito e desrespeito. Qual time que eles mandavam “tomar no…” quando comemoravam qualquer título. Em qual torcida a Jovem Fla diz que vai “dar porrada” em suas canções. Qual dirigente que era xingado enquanto o Maracanã berrava Meeeeeeeeeeengooooooooooooooo.
De dois anos para cá, isso mudou. De repente, aquele seu amigo vascaíno que te desafiava, que achava o Fábio o melhor goleiro do Brasil e que o Morais era o futuro da Seleção Brasileira, que sabia que o Vasco sempre brigava pelas primeiras posições, que reclamava que o esquema pró-Flamengo era a única coisa que o impedia de ter ainda mais títulos, calou-se. O peso de quatro finais de Estadual perdidas em seqüência, somada a uma decisão de Copa do Brasil, foi uma humilhação que machucou fundo na alma. Os cruzmaltinos caíram em desilusão. Não que eles tenham perdido a crença no time, a coragem de dar a cara à tapa, sua atitude de acreditar que a virada é sempre possível. Simplesmente diminuíram o volume, aquela chama diminuiu um pouco, e a realidade bateu: tem alguma coisa errada.
Do lado rubro-negro, eu tive uma revelação quando ouvi torcedores mais novos do meu time, gente que se envolveu mais recentemente com o futebol, reclamando de botafoguenses, tricolores, corintianos, são-paulinos… mas desprezando: “Vascaínos? Ah, eu não tenho problemas com eles não…” “Pra mim não fede nem cheira, eu gosto do Vasco…” “Vasco, ah, eles não fazem mal a ninguém, tenho pena deles…“
Como é que é??? Pena??? Do Vasco????? Vocês não gostam do Botafogo, não gostam do Fluminense, mas não têm problemas com o Vasco???? Como assim??? Que flamenguistas são vocês??? É o Vasco!!! O Asco!!! O Vascu!! O time que me fez chorar em 88, em 93, em 97!!!
Mas infelizmente (para eles), hoje é o Vice da Gama. A fama de freguês esfriou a rivalidade e gerou uma máxima entre os torcedores do Fla: “Se o jogo é de decisão, é nosso“. Nos últimos anos, era assim que eu encarava qualquer clássico contra o Vasco, e a regra quase sempre seguia assim: se ambos os times estavam em momentos medianos do Campeonato Brasileiro de pontos corridos, o Vasco saía vitorioso. Fazia 3 a 0, 3 a 1, 4 a 1, e se esbaldava. Porém, se fosse um jogo decisivo – final ou semifinal de Carioca, Flamengo em situação de rebaixamento – a vitória vinha para a Gávea. No ano passado, porém, os rubro-negros ganharam dos cruzmaltinos por 2 a 1, no meio do segundo turno, para ganhar fôlego rumo ao terceiro lugar, e alguns vascaínos reconheceram: “agora até em jogo que não vale nada, a gente perde”.
Este domingo, entretanto, é diferente. Não é uma simples partida de Brasileiro. O Flamengo é líder e a torcida estendeu uma faixa na arquibancada exigindo o título. Cada partida virou, como os locutores insistem em nos empurrar, “uma decisão”. Para piorar, a vitória se tornou quase uma obrigação após a “Suruba dos Urubas”; virou questão de honra provar que o time mantém o foco mesmo com todas as distrações.
Do outro lado, São Januário vive o início de uma nova era. Otimismo de todos os lados depois de se livrar do ex-Messias-tornado-Judas, o Getúlio Vargas da Colina, Eurico Miranda, cuja era marcou o acirramento da rivalidade, que tomou uma vida maior que o clube. Vencer o Flamengo virou o único propósito, o resto dos campeonatos era mero detalhe. O Vasco deixou de ser Vasco e Eurico deixou de ser Eurico, menos preocupado em montar timaços como Romário-Roberto-Geovani-Bismark, Bebeto-Edmundo-Bismark-Roberto, Edmundo-Evair-Juninho-Felipe, Donizete-Luizão-Juninho-Pedrinho-Felipe, Romário-Edmundo-Juninho-Juninho, mais preocupado em badernar, fazer confusão, exibir poder.
Vencer no domingo não encerra de vez a provocação dos flamenguistas nem recupera cinco finais perdidas seguidas. Mas dá ao Vasco sua primeira seqüência de vitórias no Brasileiro, sua primeira série de triunfos na gestão do presidente-ídolo Roberto Dinamite, sua primeira “virada” no ano, uma volta à zona de competidores pelo título. Pode ser o início de uma nova era, em que Flamengo e Vasco continuam se odiando, e muito, mas que se respeitam de novo e sabem que, para que haja um, é preciso o outro – as quedas de Fluminense e Botafogo, que por um lado ajudaram a intensificar a rivalidade entre rubro-negros e vascaínos, por outro foi prejudicial para ambos em termos de exposição e rentabilidade.
Mais do que tudo, faz o Vasco voltar a ser Vasco: o time que todo rubro-negro detesta enfrentar e deseja derrotar.
Ad C
IMPORTANT UPDATE: Ou não.
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Etiquetado: brasileirão, flamengo, vasco
Foi só falar…
Julho 11, 2008 · Deixe um comentário
…que o Flamengo quase tomou um sabão do Atlético e ainda vem esse “escandâlo” das prostitutas do Marcinho e tudo mais. Uma hora tudo ia pro brejo mesmo. A história ainda está super mal contada e não é nada que a gente imagine que não acontece, mas, sabe como é, já vem o Tardelli e o Bruno dizendo que levaram bico das patroas etc etc. Isso não pode dar certo para o “espírito de grupo”.
A sorte é que todos os outros rivais empataram. E o São Paulo ainda perdeu. Só o Vitória ganhou, e muito bem: os baianos chamaram o Botafogo p’ra dançar e ficaram tirando casquinha a noite toda. Só vi o primeiro tempo, que foi muito bom: o Vitória entrou destrambelhado desde o início, passando a bola rápido, o tal do Marquinhos caindo pelos dois lados e infernizando a zaga e que-tais. Segue a torcida pelo rebaixamento do Botafogo. Seria a prova definitiva de que não dá para enganar todo mundo o tempo todo.
Em Belo Horizonte, o Flamengo ficou muito acomodado depois do gol. Quer dizer, talvez seja mais justo dizer que o time se deixou acomodar [sic]. Uma das coisas legais do futebol é o quanto cada partida tem sua dinâmica própria, como inspira toda uma psicologia e mecanismos meio instintivos de ação-reação. Nesse caso, os dois times acabaram fazendo um jogo super aberto e com muitos erros e incontáveis chances de gol; na hora das finalizações deu para ver o quanto os mineiros eram ruins, mas entre roubadas de bola e jogadas armadas, o Atlético deu um show e teve todo o controle emocional da partida. Faz parte. Jogar lá não é fácil.
Dos jogos da quinta..bom, não houve nada parecido e tudo foi meio entediante, então a boa foi mudar de canal a cada vinte minutos. Palmeiras e Figueirense deram a melhor partida. Esse Cleiton Xavier é invejável – perdeu uma ótima chance no primeiro tempo, mas fez um gol bem bonito no segundo. E, acima de tudo, é um cara que não tem medo de chutar. Isso vale muito.
O que faltou para o Figueirense foi força mental. É muito difícil fazer 1 a 0 fora de casa e não acreditar que a vaca uma hora vai para o brejo; nisso, o time recuou e quase obrigou o Palmeiras a pressionar loucamente. Foi o que eles precisavam – sem conseguir furar a zaga adversária, dava para ver até então no estilão palmeirense um medo desgraçado de empatar ou perder. O recuo do Figueirense acabou servindo para lembrar que eles estavam jogando em casa e que são eles um dos favoritos ao título. Nisso a turba foi só pressão e o Alex Mineiro, um jogador que até hoje eu não sei se presta ou não*, foi oportunista. No fim, dava até para ter vencido, mas o goleiro do Figueirense fez umas defesas de melar a cueca e o jogo terminou 1 a 1. Bom para o Flamengo.
* meu problema com o Alex Mineiro é simples: eu não acredito em goleadores que não moldam minimamente a personalidade do time. Até o Jardel fazia isso: em cinco minutos já dava para ver que ele era a referência ofensiva do Grêmio, que a mentalidade do time era maximizar o número de chances do cabra e que ainda faziam isso no estilo mais apropriado para ele (bolas aéreas). No Palmeiras não há nada disso; o Alex Mineiro não parece ter qualquer influência maior no estilo do time, chegando até a ter que sair da área para pegar na bola. Ele não é nem o cabeceador, nem o pivô, nem o atacante rápido, nem o cara da tabela, nem nada.
Pedro
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Etiquetado: atlético mg, brasileirão, brasileiro, figueirense, palmeiras
nada a ver fazer campo em ladeira
Julho 10, 2008 · Deixe um comentário
→ Deixe um ComentárioCategorias: eita bebi demais
vai dar merda?
Julho 8, 2008 · 1 Comentário
Da série “tudo o que eu sei sobre futebol eu aprendi no Winning Eleven”: time que faz 2 x 0 antes de vinte minutos de jogo e consegue segurar mais uns minutos sem tomar gol já pode estender a canga, abrir uma coca cola e ler o jornal, porque a parada está no papo. Foi mais ou menos isso que o Flamengo fez contra o Náutico sábado e ainda sapecou um terceiro gol que é p’ra deixar o povo esperto. Até o Jaílton jogou razoavelmente bem.
Só que isso dá medo, muito medo. Cinco pontos de vantagem, Juan competindo pelo título de melhor brasileiro em atividade no país, Kleberson mostrando que ele também pode defecar no Fabregas… Estranho, muito estranho. Já desperta logo a sensação de vai-dar-merda.
O Flamengo que eu lembro é aquele time que suou muito para se classificar para a fase final no Brasileirão de 92, é o time do gol espírita do Petkovic aos quarenta-e-tantos do segundo tempo no tri estadual contra o Vasco, é o time do pênalti bizarro do Cássio contra o Fluminense na final da Taça Guanabara de 2001 e por aí vai.
Ou seja: medo, muito medo. Medo de que o Juan vá embora. Medo de um ataque que é Souza e Obina. Medo de que o Ibson vá parar no São Paulo. Medo de que o Luís Salém peça os óculos dele de volta para o Caio Jr. Medo de quando o Ronaldo Angelim decide que é ponta esquerda e se manda para o ataque. Medo de que o Diego Tardelli lembre quem ele é e comece a criar confusão. Enfim, medo.
Pedro
→ 1 ComentárioCategorias: nacional
Etiquetado: brasileirão, flamengo
3 x 1
Julho 5, 2008 · Deixe um comentário
3 a 1. Um placar tão comum no futebol – não tão comum quanto o 2 a 1, talvez, mas 3 a 1 é um placar bastante comum no futebol sim. Que o diga os tricolores cariocas, que o viram acontecer duas vezes na quarta-feira: 3 a 1 para eles no tempo normal, nos 90 e poucos minutos de jogo, e 3 a 1 para a LDU nos pênaltis, decretando um título da Copa Santander Libertadores que poderia ter ido para ambos os lados e seria justo do mesmo jeito. Só que o 3 a 1 foi muito mais do que um resultado duplo num dia de decisão; para o Flu, 3 a 1 definiu toda a temporada 2008 até o momento.
Tudo começou ainda em janeiro, quando eram 3 atacantes a 1 time titular. O Flu começou a temporada contratando um trio de atacantes de fazer inveja a qualquer clube: Washington, Dodô e Leandro Amaral. Talvez por isso, a imprensa tenha caído em cima – sabe-se muito bem que a maior parte dos jornalistas cariocas torce para o Flamengo, o que embora os torcedores rivais ergam como uma grande conspiração que se transformou na famigerada “FlaPress”, é apenas uma reflexão da sociedade carioca, em que a maioria também é rubro-negra. Se essa característica realmente se deixa transparecer por sobre o discurso de imparcialidade, não cabe neste texto discutir, mas não custa levantar a possibilidade que os flamenguistas das redações, temerosos com seu time que também disputaria a Libertadores, convenceram os coleguinhas de outros times que a formação do Flu não daria certo, e que a equipe estava fadada a falhar.
De 3 atacantes a 1 atacante só. A formação, de fato, teve poucas boas partidas juntos, e o consenso geral era que o técnico Renato Gaúcho precisava colocar um deles no banco. Mas qual? A Justiça fez o favor de livrar Renato de fazer uma escolha, ao impedir Leandro de jogar e mais tarde, reclamá-lo ao Vasco após uma série de liminares, acusações, promessas e lamentações. Em seguida, Dodô sofreu uma lesão bizarra, um afundamento na face, que o afastou dos campos e forçou o técnico tricolor a ir à guerra apenas com Washington na frente. Cícero foi colocado ao lado do centroavante como atacante, mas todos sabiam que Cícero era um 3 em 1 encarnado: meio-atacante, meio-volante, meio-tudo que o Nense precisasse.
De 3 competições a 1 só. Para a primeira metade de 2008, o Flu estava programado para disputar três competições: o Carioca, a Libertadores e o Brasileiro. Porém, o foco era chegar a um torneio que o time não estava nem inscrito ainda, o Mundial Interclubes da Fifa, troféu mais cobiçado pelos torcedores brasileiros. Para isso, porém, os tricolores abdicaram dos outros campeonatos que disputaram. Após dar bobeira e jogar mal a semifinal da Taça Guanabara, o time poupou seus titulares por boa parte da Taça Rio, chegou à decisão aos trancos e barrancos – vencendo uma decisão por pênaltis com o Vasco na semifinal – e jogou distante, com a cabeça na Libertadores, na final contra o Botafogo. Conforme foi avançando, o Flu também resolveu deixar o Brasileirão de lado e só escalar reservas. A Libertadores virou obsessão, obrigação, ocupação.
3 a 1 São Paulo. As quartas-de-final da Libertadores guardavam um confronto com o Tricolor mais bem-sucedido do país, o paulista. O atual campeão brasileiro venceu em Sampa por 1 a 0, e após marcar um gol no Maracanã, deixou ao Fluminense apenas uma opção: vencer por dois gols de diferença ou ir embora da Libertadores. Dodô marcou imediatamente e Washington acabou com o sufoco com um gol a três minutos do fim. Uma vitória de superação, para dar moral, rumo às semifinais.
3 a 1 Boca Juniors. Desta vez, o time já havia empatado contra os argentinos na primeira partida das semifinais, em Buenos Aires, e quem vencesse no Rio, levava. Os hermanos saíram na frente, mas a virada veio logo em seguida. O terceiro gol não era necessário, mas surgiu nos minutos finais, do pé de Dodô, para afastar de vez o fantasma do “matador de brasileiros”, o temido Boca, e dar a impressão que um novo time estava prestes a entrar na galeria de gigantes do país e do continente, junto ao Flamengo de 81, o Grêmio de 83, o São Paulo de 93, o Vasco de 98, o Palmeiras de 99, o Inter de 2006, entre vários outros.
3 semanas a 1 decisão. Após a vitória emocional e efusiva sobre o Boca, o Fluminense se viu obrigado a esperar mais 21 dias para disputar os jogos que esperava disputar desde 6 de junho de 2007, quando levou a Copa do Brasil e se garantiu na Libertadores. O calendário previa duas semanas de “datas Fifa”, que significam jogos de seleções nacionais e folgas para os clubes. Tempo suficiente para aumentar as expectativas, ampliar ainda mais o nervosismo e as pressões, desconcentrar-se, reconcentrar-se, perder-se e reencontrar-se. E se as finais tivessem acontecido logo na semana seguinte à semifinal? Será que o Fluminense seria derrotado, com tanta moral? Será que a LDU ou qualquer outro time seria capaz de evitar uma avalanche tricolor?
Quando Campos marcou 3 a 1 para a LDU, aos 32 minutos do primeiro tempo do primeiro jogo da decisão, notou-se que a avalanche tinha caído na cabeça do Flu. O primeiro tempo terminou 4 a 1, mas naquele gol de cabeça de Campos, em falha de marcação dos tricolores na cobrança de escanteio, já ficou claro que aquele não era o mesmo Nense das duas fases anteriores, e ficou a impressão de que os equatorianos podiam, sim, ser campeões. Meu irmão, sempre confiante na tradição tricolor de dramatizar toda e qualquer conquista e vencer na superação, se disse despreocupado e sorria, desafiador, antes mesmo de Thiago Neves reduzir para 4 a 2 e de Renato garantir, para todo mundo ouvir em coletiva de imprensa, que seu time se sagraria campeão no Rio de Janeiro. Eu, da minha parte, raramente acerto, mas desta vez, os resultados anteriores eram suficientes para que cravasse: será outro 3 a 1, e a coisa vai pegar na prorrogação.
3 gols a 1 jogador. Na verdade, foi a isso que se resumiu a vitória tricolor na última quarta no Maracanã: uma apresentação magnífica de Thiago Neves, o “Hat Trick Hero” da noite, como nos ensinou o Fifa Soccer nos anos 90. O resto do Flu foi bravo, lutou, jogou, se entregou, mas nada conseguiu. Repentinamente, as 3 opções de Renato para o ataque – Washington, Cícero e, a partir do segundo tempo, Dodô – não conseguiram marcar 1 gol do título.
3 erros capitais de marcação a 1 árbitro: o péssimo Hector Baldassi, que deixou de marcar um pênalti para o Flu, apontou impedimento inexistente de Cícero quando este estava de cara com o goleiro e, no final da prorrogação, anulou gol legítimo de Bieler, da LDU.
3 a 1 nos pênaltis. Thiago Neves quase mudou a história, mas o goleiro Cevallos catimbou, conseguiu que o juiz anulasse a cobrança certeira do meia, e pegou com o pé a segunda tentativa, já nervosa, apressada e prejudicada. Neves foi condenado ao seu próprio 3 a 1, de 3 gols a 1 pênalti perdido. E na baliza em que aconteceu a disputa, o Flu tem agora desvantagem de 3 a 1 em pênaltis: foi lá que perdeu para o Corinthians em 1976, para o Flamengo em 2001 e agora para a LDU, e foi na mesma trave que derrotou o Vasco na Taça Rio deste ano.
3 tempos disputados contra 1 apagão. Essa foi a justificativa dada pela maioria dos analistas para a derrota. Afinal, se apagado o primeiro tempo do primeiro jogo, o Flu venceu por 4 a 1 os três tempos seguintes. Mas não foi só isso. A LDU jogou à altura da decisão e levou perigo ao anfitrião neste segundo jogo, tanto no tempo regulamentar quanto na prorrogação. Os cariocas cumpriram seu papel, jogaram o que puderam, fizeram o melhor que sabiam com as ferramentas e situações que receberam, e perderam em uma disputa que nunca tem favoritos e que pode pender para qualquer lado dependendo do dia. Pênalti não é loteria, mas é preparo físico, mental, emocional, concentração, percepção espacial, interpretação, compreensão, geometria, física… Muito mais do que simplesmente um jogador contra um goleiro.
De 3 competições a 1 só. O Fluminense está de volta ao Brasileiro, onde tem três concorrentes à sua frente – Santos, Goiás e Ipatinga – juntos na zona de rebaixamento, com oito rodadas passadas. O primeiro time fora da zona, Botafogo, tem quase três vezes seu total de pontos – 8 contra 3. Para chegar à zona de classificação da Libertadores, para onde o Tricolor quer voltar no ano que vem, são 13 pontos atrás do quarto colocado, Palmeiras. Ainda restam 30 jogos, e como o Flamengo provou no ano passado, há muito tempo para arrancar e chegar nos times de frente da tabela. É só o Fluminense colocar os 3 a 1 para funcionar a seu favor novamente.
Ad C
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vai qatar coquinho
Julho 4, 2008 · Deixe um comentário
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Que coisa…
Junho 28, 2008 · 1 Comentário

Ruud van Nistelrooy, no Winning Eleven.

Walter Salles, no estúdio.
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Thiago Camelo
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eulogia pr’um ícone
Junho 28, 2008 · 5 Comentários
O espectro do Dinamite anda rondando São Januário há anos, mas a história ainda vai absolver o Eurico. É uma tristeza a queda dele.
Raciocinemos: vamos supor que o Dinamite esteja na vanguarda da moralização, profissionalização etc-lização do futebol brasileiro. [Favor ler essa frase, assim, com a eloqüência indignada que só a classe média sabe ter] E aí? O que sobra? Hm. Sobra que o campeonato brasileiro vai virar oficialmente a segunda divisão do campeonato português ou algo do tipo. Todo mundo ali no jeito são-paulo-futebol-clube de ser, condenando más arbitragens, jogando aquela coisinha burocrática para ganhar de um a zero, escalando os rejeitados dos rejeitados do futebol turco etc etc.
Sério, o Eurico é o homem mais carismático desse país. Desde o PC Farias não temos ninguém que se sujeite a interpretar o papel do Demônio com tanto prazer quanto ele. Entre fraudadores da Enron e mafiosos à moda antiga, o que é preferível? Eu não tenho dúvida.
Sério. É bandido? É. Faliu o Vasco? Faliu. E aí? Sabe quando a dívida dos clubes brasileiros vai ser paga? Nunca. Se for pra levar essa vida a sério, é melhor fechar tudo, recomeçar do zero e ter que vender o primeiro jogador semi-decente que aparecer por duas cocadas e três paçocas.
O grande efeito do Eurico no nosso futebol é que…bem, convenhamos, as coisas já são meio assim mesmo, não são não? A gente já tá no nível de segunda divisão européia. Mas o Eurico pelo menos é uma distração permanente. É aquela coisa: a gente é pobre, mas pelo menos se diverte.
É folclore que alimenta a paixão. Muito da rivalidade atual Flamengo x Vasco – e, por tabela, muito da popularidade dos dois times e dos jogos entre eles – se deve ao Euricão. Se for para burocratizar e exportar talento, então prefiro assistir só basquete mesmo.
O golpe que ele deu no Nations Bank rendeu dois brasileiros e uma libertadores para o Vasco. Naquela altura, um time falido como aquele, se fosse sério, jamais teria entrado nessa. Teria usado o dinheiro para pagar, reformar a sede, planejar o futuro – ZZZzzzzZZZZzzz.
A verdade é que com o Eurico os altos e baixos do Vasco foram mais altos e mais baixos do que nunca. Eu apóio. A torcida está aí achando que o Dinamite vai resolver tudo; pois bem, vai ser mais ou menos como com o Bebeto de Freitas, que já está com a corda no pescoço. (E, sério, o Botafogo é candidatíssimo ao rebaixamento; o Vasco, mesmo com essa quizumba toda, é candidatíssimo à mediocridade de meio-de-tabela. O que é menos pior?)
Por favor, hein. Entre o Ricardo Teixeira e o Eurico, eu dou minha senha do banco pro segundo. Vou ser igualmente roubado, mas pelo menos vai render uma boa história.
Só que, pelo visto, não tem mais jeito, né? Agora aguenta coração. Aguardem aí: nas próximas seis semanas a crônica esportiva desse brasilzão de meu deus vai toda cantar em verso e prosa a derrocada do Eurico, vai toda embarcar na canoa furada do “agora vai”, vai toda encher a boca pra dizer que talvez o país ainda tenha jeito etc. Do entreguismo à babação de ovo em dois atos. É isso aí.
Só que eu aposto: daqui a vinte anos, quando o Fernando Calazans estiver com uns 107 anos, esse mesmo pessoal ainda vai lamentar o fim do “charme” do futebol brasileiro, a burocratização-mediocrização etc etc, e vai lembrar com carinho do “folclórico” Eurico Miranda. Enquanto isso, o Ricardo Teixeira vai ser presidente da FIFA, o Nuzman vai ser presidente do COI e o Aécio vai se candidatar ao seu quarto mandato de presidente numa chapa com o ACM Neto.
[Se alguém comentar algo do tipo é-por-isso-que-o-brasil-não-vai-pra-frente ou por-isso-que-o-povo-não-sabe-votar, eu vou ter que me matar. Rimando]
pedro
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jogo meio boboca
Junho 26, 2008 · 5 Comentários
Não tenho nada para falar sobre LDU x Fluminense. Mas que fique claro que nos tempos do velho Josef ou mesmo do molengão Nikita a Rússia não teria amarelado assim. Ou talvez o jogo contra a Holanda tenha sido só um causo do acaso. A verdade é que a Rússia ficou mansinha, mansinha hoje e a Espanha fez o que quis. A Regina Duarte que se prepare, porque a namoradinha da Euro 2008 já rodou.
Se em vez do Villa quem tivesse saído machucado no primeiro tempo fosse o pipoqueiro do Fernando Torres – que, só para constar, é tipo a versão espanhola do Paulo Nunes – o jogo teria sido decidido bem antes. Mas não foi. Mas não dava para botar fé nos russos. Contra a Holanda eles correram pra diabos, tocaram a bola com facilidade e se movimentaram com uma fluidez que foi uma maravilha. Hoje, não acertaram dois passes, não tentaram nenhuma jogada menos conservadora, ficaram com medo de atacar e ainda deixaram buracos atrás.
Sorte da Espanha. O Fábregas mostrou que não é sempre que o Anderson defeca nele e acabou com o jogo. Duas “assistências” com muita categoria (valeu também o lançamento do Iniesta no terceiro gol). Gostei também do Sérgio Ramos – foi bem eficiente no ataque, buscou jogo, não deixou nenhum buraco na defesa.
Time por time, a Espanha é melhor do que a Alemanha. Mas quem há de ter coragem de apostar neles?
Não duvido que o Ballack finalmente jogue uma boa partida no final. Mas também não duvido nem um pouco que seja uma partida insuportável decidida nos pênaltis.
O que a empiria anda se esforçando para confirmar é a minha tese de que quanto mais cedo sai o primeiro gol de um jogo, melhor ele fica. LDU ontem mostrou isso. Na Euro, isso é regra – todo mundo fica ali de butuca até a hora do primeiro gol; aí, na mentalidade inês-é-morta, os ataques renascem das cinzas e partem para cima.
Falando nisso, o Sportv está até fazendo algo bacana nessa Euro ‘08, que é chamar uns ex-jogadores esquecidos para comentar os jogos. Até agora, já (ou)vi Vampeta, Paulo César Caju, Amarildo, Sávio e Élber. Melhor do que ouvir as bobagens do Marsiglia. O melhor de todos foi o Vampeta, só pelo fato de ficar de pura galhofa, contando causos dos tempos de jogador. Os comentários mais estranhos foram do Amarildo, que parecia tomar um susto toda vez que lembrava que tinha que falar alguma coisa.
Mas a maior pérola até agora foi do Sávio – o segundo jogador mais subestimado dos anos 90, depois do Rivaldo -, que disse algo do tipo: “Merecida a vitória espanhola, até porque o povo espanhol tem passado por tanto sofrimento nesses últimos anos, né?“.
Ah, mermão, sofrimento foi tua volta ao Flamengo.
Pedro
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Etiquetado: eurocopa
Perguntar não ofende, né?
Junho 25, 2008 · Deixe um comentário
Considerando que metade dos ingressos pra Flu x LDU, jogo de volta, ficaram nas mãos de cambistas, vão sair a 200 reais a meia e muitos tricolores não poderão entrar no Maracanã, é justo que a torcida tricolor cante “urubu cuzão, chegou a hora de assistir televisão!”?? Metade da torcida deles também vai ter que ver pela TV… e a maioria dos torcedores do Fla nem tem TV, tem que ouvir no radinho…
Ad C
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Etiquetado: fluminense, libertadores
Irmãos
Junho 23, 2008 · Deixe um comentário
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Etiquetado: semelhança
interrompemos nossa programação
Junho 23, 2008 · Deixe um comentário
…só para orientar a todos para este texto bacana da Slate.
Como já deve ter ficado claríssimo, este humilde blog adere, sem reservas, às instruções do guia da Biblioteca Technologica publicado no vetusto ano de 1737 e aplaude vigorosamente o editorial do Times de 1943 que proclamava:
The semicolon is the enemy of action; it is the agent of reflection and meditation
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rússia e holanda
Junho 23, 2008 · Deixe um comentário
O Muricy, aparentemente, sabe tudo de futebol. Sexta, no Sportv, quando perguntado sobre qual era a grande sensação da Eurocopa, o cramulhão tascou-lhe um “Rússia”. Na hora eu achei que era só para ser diferente e evitar as espanholandas da vida. Mas, no dia seguinte, o homem mostrou porque ganhou muito mais títulos brasileiros do que eu.
A Rússia absolutamente des-holandizou a Holanda. O tal do Arshavin fez o diabo com a bola no pé. E a Rússia soube tocar rápido, correr desajuizadamente e tudo mais. Cada hora um fulano caía por um lado, o time tocava de pé em pé, enfim, deixava a Holanda pronta para mais uma amarelada. Os russos fizeram com os holandeses justamente o que a Holanda tinha feito com francitália.
Daí porque, num jogo desses, fica até difícil dizer que a Holanda amarelou. Eles seguraram bem, dentro do possível, o Van der Sar agarrou mais do que o Michael Jackson numa creche* e o sumido van Nistelrooy ainda descolou um empate no finzinho. Muito digno. Aliás, vale dizer: até simpatizei mais com a Holanda porque eles, mesmo atrás no marcador, não ficaram dando balão para dentro da área, pelo menos no tempo normal. E o curioso é que o gol holandês veio justamente num balão para dentro da área. No único. Maldito futebol. O resultado foi que na prorrogação os holandeses insistiram em levantar bolas e mais bolas…sem resultado nenhum.
O que o Van Basten poderia ter feito era botar o Robben. Teria sido sensato. A Holanda estava bem dominada, sofrendo muito com os contra-ataques russos e coisetal, mas não custava tirar um Van de Vaart ou o que for e abrir o jogo pelas pontas com o Robben. Foi assim que eles ganharam antes, por que não continuar na mesma fórmula? O que se viu foi um monte de chutes de fora da área e só.
Valeu, Rússia. Guus Hiddink na seleção brasileira, já. E eu nunca mais duvido do Muricy. Quando ele disse que o Guusão tinha, de fato, tornado o escrete russo mais malemolente, menos frígido e tudo mais, ele estava coberto de razão.
E todos eles jogam na Rússia! Que falta faz uma máfia decente, não é não? Pena que não sobrou nenhum bicheiro superstar para patrocinar os times daqui e os nossos traficantes não têm a visão de longo prazo para fazer seu marketing.
Os russos vão pegar os espanhóis na quinta. Torço por eles. Se a Espanha passar, fica certo o título alemão. Vamos ver. Além do Arshavin, eu gostei muito do centroavante Pavlyuchenko: nem tanto pelo gol, mas pela movimentação e até pelo surpreendente toque de bola para um vara-pau daqueles.
É isso. A Rússia é o Brasil na Eurocopa, na piada que se recusa a morrer.
* Ok, parei.
Pedro
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Etiquetado: eurocopa, holanda, russia
“falta um armador”
Junho 21, 2008 · Deixe um comentário
Um dos tiques mais estúpidos da imprensa esportiva é dizer sempre que “falta um meia armador ofensivo, criativo e habilidoso” no time X ou Y. É mais ou menos assim como falar que falta um Pelé, um Gérson ou um Zico. Doh. É um saudosismo disfarçado de “análise”, como se só times com jogadores “clássicos” pudessem ganhar. Mas aí vem o São Paulo do Muricy e ganha o brasileiro com 58 rodadas de antecedência e fica todo mundo quietinho. E a Itália em 2006, hein?
(Nisso surge um infeliz tipo o Thiago Neves, que acerta uns três dribles e uns quatro lançamentos, e todo mundo já se anima, abana o rabinho e chama de ‘meu bem’. Só que aí o cara sente o peso, passa a jogar mal e a “crônica especializada” – valeu, Calazans – diz, assim, com ar de quem não tem nada com isso, que é um absurdo chamar de craque qualquer um, que dá nisso etc.)
A coisa piora ainda mais quando um time x qualquer até consegue contratar um desses sonhados meias armadores ofensivos aditivados e… continua jogando mal. Alguém viu o jogo da Argentina contra o Brasil? Bom, eles têm o Riquelme. E o Barcelona, com Ronaldinho Gaúcho e Deco? Ou o fracasso nessa temporada do Milan do Kaká?
Nesses casos, em geral, o que se faz é desqualificar o jogador ou inventar factóides do tipo “ah, mas fulano está brigado com sicrano”, ou o que for. O problema disso é que acaba não sobrando ninguém. Se o Ronaldinho Gaúcho é um idiota (e ele é), se o Deco é burocrático (não é), se o Kaká não é bem um armador (até é), se o Riquelme é um ególatra (e daí?) etc etc….quem sobra? A rigor, dá para ir argumentando assim para todo mundo: Juninho Pernambucano já é coroa, Diego não consegue nem ser campeão alemão, Alex está exilado na Turquia, Seedorf está no mesmo barco do Kaká, o Ballack só faz gol de cabeça, Anderson é meia-bomba, Gerrard é invenção de inglês etc etc.
Acho que é por isso que esse pessoal teve um faniquito com a aposentadoria do Zidane, que, vale dizer, nem foi essa brastemp toda em 2006. O carequinha foi demais, óbvio; mas daí a ser tratado como a segunda encarnação do Chico Xavier vai um longo caminho. Assim, vencendo no par ou ímpar, eu escolho o Romário, o Edmundo dos bons tempos e até o Rivaldo antes dele.
Enfim, a coerência que faltou até aqui pode ser resumida assim: se desde a aposentadoria do Zidane não temos nenhum jogador que realmente se qualifique como um desses meias armadores clássicos e supercampeões que resolvem o problema de qualquer time, então qual o sentido de bancar a viúva do Gérson e afirmar que só um cara desses é capaz de resolver os problemas do time x ou y?
Se até mesmo um Riquelme da vida só dá conta do recado em um time muito específico, que joga de um jeito muito específico, por que diabos ficar batendo na tecla de que um cara desses é capaz de resolver os problemas do Flamengo, do São Paulo, da Matonense e ainda trazer a pessoa amada em três dias?
Eu não entendo. Só pode ser puro saudosismo. E um saudosismo mongolóide, que idealiza tudo, que acha que a grama era mais verde antigamente, que era só o Pelé dar um arrotinho e a bola já ia no ângulo, que o Gérson batia tiro de meta e botava a bola no pé do Jairzinho lá na ponta direita etc.
Tem muito jogo e muito time chato hoje em dia? Ô, só tem. Tem muito jogo bom? Ô, só tem também. Qual o melhor time da Eurocopa até agora? A Holanda. Quem é o super meia-armador-clássico-tchananam da Holanda? Não tem. O que eles têm é um tipo de jogo bem definido, uma meia dúzia de cabras que sabe tocar a bola rápido, pontas habilidosos etc etc. E por aí vai.
Do nada para o lugar nenhum em 300 linhas. Obrigado.
Pedro
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Etiquetado: resmungo
balanço da semana
Junho 21, 2008 · Deixe um comentário
* O Brasil foi ridículo de novo. Robinho já perdeu todo o crédito que conseguiu na Copa América. E o time da Argentina não vale dois tostões. Joguinho insuportável. Se o Messi soubesse chutar, tínhamos perdido.
* Portugal tem a pior zaga e o pior goleiro do oceano Atlântico. Não foi falta do Ballack: no meu caderninho, falta de ataque não existe. O que não pode é o pessoal errar duas vezes, marcando a bola e deixando um infeliz aparecer para mandar a badalhoca para dentro. O primeiro gol da Alemanha foi uma belezura; Podolski e Schweins*.* abertos pelas pontas são perigosos. De resto, só eficiência. Cristiano Ronaldo amarelou bonito. E Portugal acaba dependendo demais do Deco. Quando ele não arrebenta, o time sofre.
* Croácia e Turquia fizeram mais uma partida mongolóide. Tentaram muito desbancar o antológico Suíça-e-Ucrânia, mas os dois golzinhos no final deram uma emoçãozinha que desqualificou a partida.
* Todo mundo está esperando que o Fluminense faça com a LDU mais ou menos o que a Estrela da Morte fez a Alderaan. Em outras palavras, o cenário de uma deliciosa pixotada está se desenhando. Lindo.
* É impressão minha ou todas as imagens daqui do blog sumiram?
pedro
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Etiquetado: eurocopa
mórbida semelhança #1198281
Junho 19, 2008 · 1 Comentário

Diego, jogador da seleção brasileira e do Werder Bremen.

Falcon, brinquedo infantil.
– Fred
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mórbida semelhança #9127171
Junho 19, 2008 · Deixe um comentário

Luke Wilson, ator.

Roberto Abbondanzieri, goleiro da seleção argentina.
– Fred
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mórbida semelhança #1281721
Junho 19, 2008 · 2 Comentários

Michael Ballack, jogador da seleção alemã

Fuchur, personagem de “História sem Fim”
– Fred
→ 2 ComentáriosCategorias: Uncategorized
Dunga!?
Junho 18, 2008 · Deixe um comentário
Nosso anão predileto, vilão na Copa da Itália, capitão erguendo a taça do tetra e finalmente um treinador fashion que traja modelitos dignos da alta moda porto-alegrense (só vacila em não usar as bombachas, tchê!)… São tantas as facetas do nosso técnico da seleção brasileira que fico em dúvida: Quem será agora?
É ele quem convoca esses jogadores? É ele quem os escala? Sinceramente, nunca vi títere como este. Ricardo Teixeira pegou um ex-jogador com pouco tempo de aposentadoria e o transformou em técnico da seleção brasileira! Que é sabido da influência da cartolagem no futebol e por isso mesmo seria redundante me aprofundar no assunto, mas lhes digo: o Josué tem um excelente empresário!
Gosto de futebol, assim como nossa seleção é digna de respeito e admiração, mas te falar… Tá difícil de torcer! Não quero o Dunga como técnico, assim como não quero ver a Venezuela ganhando do time brasileiro… Mas para a saída do sétimo anão, só mesmo com derrotas e vexames como esse. Se empatarmos hoje com a Argentina, a repercussão será terrível. A seleção tem como obrigação vencer esse jogo para que Dunga tenha direito a mais uma vida. Talvez ele tenha sete (vidas, não anões) oportunidades, mas seria paciência demais! Portanto, estou dividido: torço pra entidade, mas não para os que estão lá “comandando” nesse momento.
Pena que ele não deve sair agora, mesmo que haja resultado negativo após o clássico de daqui a pouco. Deve sair mesmo após a eliminação do Brasil nas Olímpiadas lá na China. Agora te falar: se Dunga conquista a medalha de ouro com a seleção olímpica pela primeira vez na história, podem ter certeza: tratar-se-á de um negócio da China. E haja paciência! É muito volante, muito zagueiro atravessando bola na frente do ataque adversário… Salvem a seleção!!
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Etiquetado: seleção
mórbida semelhança #12981273
Junho 17, 2008 · 1 Comentário

Caio Júnior, técnico do Flamengo

Gary Cole, Ator
– Fred
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eurocopa mais bonita
Junho 17, 2008 · 1 Comentário
E a Itália ganhou da França. Joguinho meio mambembe, na verdade. O time da França é muito fraco; o glorioso Henry deu mais uma prova de que ele, ah, sabe, tipo-assim, o jogador mais superestimado da história da Via Láctea. Não acertou nada. Dos franceses todos, só o tal do Benzema me animou um pouco. Ele errou muito mais do que acertou, mas pelo menos deu uns dribles bons que quase resultaram em jogadas perigosas. E tentou o tempo todo.
O Pirlo deu uns dois passes com categoria, o Luca Toni perdeu uns quatro gols no melhor estilo Souza e a Itália ainda venceu por 2 a 0. O que acabou decidindo o jogo foi o pênalti e a expulsão do Abidal. Que foi pênalti, isso foi – aliás, foi em um dos dois passes fantásticos do Pirlo e em uma boa dominada do Toni. Mas o Abidal não merecia sair não. A França, que já tinha perdido o Ribéry, ficou totalmente sem rumo. O burocrata lá tirou o Nasri, que pelo menos não estava fugindo da bola, e pôs mais um zagueiro. A Itália ameaçou golear, mas, sabe como é, estamos falando da Itália, então ele preferiram perder uns gols aí e depois jogar mais na retranca.
No fim das contas, deu vontade de ter assistido ao jogo da Holanda. Tudo bem. Também não foi tão ruim assim. É que eu esperava mais. Para um jogo de vida-ou-morte, teve muita vida e pouca morte.
E já que estamos celebrando a mediocridade, ó mais uma semelhança mórbida:

Simone Perrota, o Jaílton italiano

Ator genérico, o vilão sem carisma Sylar, de “Heroes”
Pedro
→ 1 ComentárioCategorias: internacional
Etiquetado: eurocopa
o melhor do brasil é o estrangeiro
Junho 16, 2008 · 1 Comentário
O goleiro mão-mole: Castillo (Botafogo)
A zaga genérica: Sorondo (Inter), Orozco (Inter) e Espinoza (Cruzeiro)
O meio campo macho-finesse: Guiñazu (Inter), Valencia (Atlético PR), Molina (Santos), Conca (Fluminense) e Valdivia (Palmeiras)
O ataque encardido: Herrera (Corinthians) e Perea (Grêmio).
No banco: o encosto uruguaio Acosta (Corinthians), o quase-Messi mas nem tanto Maxi (Flamengo), a carcaça do Petkovic (Atlético MG) etc.
Sei não se algum time só de brasileiros domésticos venceria esse aí. Do meio para frente, pelo menos, não ia chegar nem perto.
Pedro
→ 1 ComentárioCategorias: nacional
Etiquetado: gringos
campeonato brasileiro balança, mas não cai
Junho 15, 2008 · 2 Comentários
Só a cara de bobo do Dunga – you’ve got Cabañas’d! – salvou o futebol. O Brasileirão está cada vez mais sonolento. Nem o gol de bicicleta do Náutico contra o Vasco justificou esse fim de semana. A empolgação pelo início do campeonato já arrefeceu e agora só sobrou a dura realidade de que ainda faltam umas cinqüenta e oito rodadas para acabar esse Lulão 2008. E a derrota do Flamengo também não ajudou em nada a melhorar o astral por aqui.
O mitológico Ucrânia e Suíça na Copa de 2006 continua dominando o hit parade dos piores jogos do mundo, mas é preciso salientar que Vasco e Náutico deram um passo decisivo no ranking dos piores jogos com gol – e que gol! – do mundo.
E isso porque Botafogo e Inter foi aquela coisa, né: o time do Botafogo não vale três coca-colas, o Inter resolveu a coisa em menos de 20 minutos e o resto foi só mortadela velha. Querida, FIFA, eis minha sugestão: 2 a 0 antes dos 20 minutos do primeiro tempo elimina, a não ser que o time perdedor assine contrato prometendo a) dar sangue, suor e lágrimas para conseguir uma virada histórica ou b) dar botinadas e caneladas bacanas o suficiente para transformar o jogo em uma batalha campal. No caso de fracasso, perde o mando de campo por três rodadas.
Talvez isso tudo seja só ressaca do Holanda e França, que foi supimpa. Até meu pai gostou. O ruim é que a Holanda é tipo a Argentina européia e vai amarelar na fase eliminatória, provavelmente diante de uma Rússia da vida. Prevejo um final tenebroso de Eurocopa, com Alemanha e Suécia dando três chutes a gol ao longo de 120 minutos e o Ibrahimovic perdendo o pênalti decisivo com uma furada espetacular.
E o Brasil? Bom, só mais quatro dias para o Dunga deixar de ser o técnico. Não há nada melhor para a nossa seleção do que olhar o fracasso nos olhos. Só assim o Ricardo Teixeira vai colocar o rabo entre as pernas, achar alguém mais sério e interromper o balcão de negócios da CBF.
O mais gozado do jogo hoje nem foi a derrota. O Paraguai jogou muito melhor, fez dois gols e meteu duas bolas na trave. O mais gozado foi o Galvão ficar anunciando que o problema todo foi “só” o primeiro tempo, por causa dos oitenta volantes etc. Dá um tempo. O Brasil criou pouquíssimo perigo no segundo tempo. Só o Anderson – o homem que defeca em Fabregas - deu uns dois chutes perigosos. O resto foi aquela enrolação modorrenta de cruzamentos ruins, passes sem rumo e falta de vergonha na cara.
Pedro
→ 2 ComentáriosCategorias: vergonha na cara
Etiquetado: brasil, brasileirão, cabañas
A única coisa realmente interessante na Eurocopa
Junho 13, 2008 · 3 Comentários
É este site aqui. Imperdível.
Ad C
→ 3 ComentáriosCategorias: internacional
Etiquetado: Eurocopa 2008
Supremo Sport
Junho 12, 2008 · Deixe um comentário
Sport Recife é, com méritos, o campeão da Copa do Brasil 2008. Na campanha do título inédito, o Sport venceu 7 jogos, empatou 2 jogos e perdeu apenas 3; marcou 24 gols, sendo 19 deles na Ilha do Retiro, e sofreu 11 gols. Atuou como um autêntico time “copeiro”. Quando jogava na Ilha do Retiro, jogou sempre pela vitória, mas não contente em vencer, procurar vencer com uma boa margem de gols. Dessa forma, eliminou favoritos ao título como Palmeiras, Internacional, Vasco e, no jogo derradeiro, o Corinthians, que mesmo vencendo por 3 a 1 no jogo de ida, não suportou a pressão do Sport na Ilha do Retiro. Aliás, o Corinthians não soube administrar a vantagem que tinha no jogo de hoje e quando se viu em desvantagem, não soube buscar o resultado.
Parabéns ao Sport pelo título conquistado. O Sport é o primeiro brasileiro a garantir a vaga para a Libertadores 2009. Chegou a hora da América ser apresentada ao caldeirão recifense, conhecido como a “Bombonilha”.
Eycles Souza
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Etiquetado: copa do brasil, corinthians
Pergunta Cretina.
Junho 11, 2008 · 3 Comentários
Caso o Deco não tivesse se naturalizado português, ele teria alguma chance na seleção brasileira?
Não custa nada lembrar que “craques” como Afonso Alves, Dudu Cearense, Vágner Love tiveram chances. Eu, particularmente, acho que não teria, visto que Dunga gosta de “craques” em sua seleção.
Eycles Souza
→ 3 ComentáriosCategorias: internacional
Eliminatórias 2010
Junho 11, 2008 · 1 Comentário
Domingo será o dia dos torcedores rubro-negros reencontrarem o seu algoz. Dessa vez ele estará defendendo a seleção paraguaia, que é líder das eliminatórias da copa do mundo de 2010 e enfrentará a seleção do Dunga. Como em 2007, Cabañas é o atual artilheiro da Copa Libertadores com 8 gols, podendo ser ultrapassado pelo o Washington, que marcou 6 vezes. Confesso que, independente dos gols marcados no Maracanã no dia 07/05, é difícil não simpatizar com o Cabañas. O cara é o típico jogador folclórico, só que, além de ser folclórico, é um bom jogador. O cara prende bem a bola , sabe se posicionar na área, chuta bem de fora da área, é eficiente e tal. E será esse bom jogador que a seleção do Dunga encontrará. Uma seleção que conseguiu perder para a Venezuela. Tudo bem que era um amistoso, mas o adversário era a Venezuela. Já seria um vexame se a seleção do Dunga só ganhasse de 1 x 0, imagina o que representou essa derrota. O futebol deve ser o décimo oitavo esporte preferido dos venezuelanos, depois de buraco, damas e palavras cruzadas. Típica derrota inexplicável, como a do dia 07/05, mas que deve servir para alguma coisa. Agora, se ninguém aprendeu nada com essa derrota para a Venezuela, um certo Salvador Cabañas não se furtará em explicar novamente.
Eycles Souza
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Etiquetado: Eliminatórias, Salvador Cabañas
agora sim: separados na maternidade
Junho 11, 2008 · 1 Comentário
→ 1 ComentárioCategorias: que delícia
Etiquetado: semelhança
Extreme Makeover: Soccer Edition
Junho 10, 2008 · Deixe um comentário
Alexi Lalas, jogador de futebol


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Thiago Camelo
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Etiquetado: upgrade
Inspirado em… 2
Junho 10, 2008 · 1 Comentário
Abutre, vilão do Thundercats.

Edmundo, jogador do Vasco.
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Thiago Camelo
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Etiquetado: Add new tag, semelhança
Considerações inicias sobre a Eurocopa 2008
Junho 10, 2008 · Deixe um comentário
Desde sábado podemos acompanhar a Euro 2008. Das 16 seleções participantes, 12 já entraram em campo. As seleções do Grupo D, composto por Espanha, Rússia, Suécia e Grécia, ainda não estrearam. Mas de todos os jogos realizados até agora, só Itália x Holanda foi um ótimo jogo. Em grande parte, diga-se de passagem, a vocação ofensiva da seleção holandesa. A Itália, que é bastante conhecida por seu eficiente sistema defensivo, ao levar o primeiro gol, teve que partir pro ataque para tentar reverter o resultado, e isso tornou o jogo bastante disputado. Só que a Itália depende do Luca Toni para fazer gols, o que não é lá grande coisa para a seleção italiana. Ao partir pro ataque, a defesa italiana ficou muito vulnerável aos contra-ataques da seleção holandesa, que levavam muito perigo. Não fosse o Buffon um ótimo goleiro, talvez o placar fosse maior. Não que a Itália não levasse perigo, pois levou perigo sim a defesa holandesa, que não é nenhuma “brastemp”, mas Luca Toni contra Van der Sar é covardia. O placar do jogo pode não ter sido justo, já que o jogo foi equilibrado, mas mostrou que a equipe holandesa foi bem mais eficiente no ataque que a seleção italiana. E como já dizia aquele velho ditado futebolístico: “Quem não faz, leva”.
Mas, pior que depender de Luca Toni, é depender de Benzema e Anelka, principalmente do primeiro. Se a França quiser avançar para as quartas-de-final da Euro 2008, precisa recuperar o Henry urgentemente. O Benzema conseguiu “atrasar” todas as bolas que recebeu no ataque para a defesa da Romênia. É um atacante extremamente inoperante. Acredito que o Obina é melhor que o Benzema, mesmo que isso soe como piada. E o Anelka é café com leite, convenhamos. Precisa melhorar muito pra ser um bom atacante como o Henry. Se no passado a França era dependente do Zidane, parece que a “renovada” seleção francesa é dependente do Henry. Isso não quer dizer que a seleção francesa não tenha jogado bem, pois jogou. Mas mais tempo de posse de bola ainda não é critério de classificação para as quartas-de-final.
Outro jogo que mereceu destaque foi Portugal x Turquia, principalmente pela forma que a seleção de Portugal jogou. No primeiro tempo, Portugal já dominava o jogo, tinha mais posse de bola, já tinha chutado mais a gol e mesmo assim, o placar permaneceu da mesma forma que o jogo começou. Ainda assim, Portugal não se desesperou, manteve o domínio no segundo tempo e acabou abrindo o placar aos 16 minutos com Pepe. Aos 47 minutos, Meireles ampliou o placar. O resultado acabou sendo justo para Portugal. Deve-se salientar que Cristiano Ronaldo teve uma atuação discreta no jogo. Acredito que podemos esperar ainda mais da seleção portuguesa.
Por enquanto é isso.
Eycles Souza.
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Inspirado em…
Junho 9, 2008 · Deixe um comentário

Homer Simpson, desenho animado.
Enílton, jogador de futebol.
ps: Elisa, minha esposa, vetou que eu colocasse o Enílton com o Panthro, do Thundercats. Pena…
ps2: amanhã, terça-feira, tem outra semelhança de jogador com desenho animado.
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Thiago Camelo
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Juiz
Junho 8, 2008 · 1 Comentário
Este jogo do Vasco foi muito absurdo. Este lance que o juiz marcou não faz nenhum, nenhum sentido! O Wilson Souza de Mendonça (o cara nem merece que eu confira se é assim que se escreve o nome dele…) marcou o quê? Tiago ganhou um milhão de pontos no pênalti defendido (até que enfim defenderam um pênalti no Vasco, pena que foi neste jogo horroroso) e, principalmente, no final do jogo quando deu uma entrevista cheia de segurança questionando o árbitro. Porque não pode ter sido recuo. Não pode ter sido dois toques com a mão do goleiro, já que o Tiago defendeu a bola sem segurá-la (tipo uma defesa em dois tempos).
O lance dos seis segundos é ainda mais absurdo. O comentarista de arbitragem do Sportv (Marsiglia) disse que ainda daria para considerar isso, porque mesmo com a bola no chão, se o goleiro ficar enrolando muito com ela no pé, há uma indicação de marcar os seis segundos (???). Nunca ouvi falar disso, acho que o cara do Sportv viajou.
(O juiz disse oficialmente que foram dois toques do goleiro!!! Sem comentários!)
Enfim, aí o cara do Cruzeiro chutou e os 8987947 jogadores do Vasco dentro do gol não conseguiram tirar. Mesmo a bola tendo ido no pé do Pablo. Pablo, aliás, que não joga nada. Corre feito um maluco, mas de lateral esquerdo não dá não… Ele não acerta uma bola de canhota. E quando tenta afunilar no meio sempre, sempre, sempre adianta a bola. Quando tenta dar passe na diagonal, sempre erra também.
O Cruzeiro merecia ganhar de até mais. O Vasco é horroroso. Sinto os jogadores correndo muito, mas cientes da ruindade. Quem já jogou uma pelada tem noção de o quanto é ruim saber que está no time pior. Por mais que você corra, sabe que vai ser muito difícil ganhar. Enquanto o seu time não acerta três passes, o outro time tem jogada ensaiada. Dá vontade de perder logo para ver se você consegue se misturar ao outro time da “de fora” no “zerinho-ou-um”.
O Edmundo é foda. Porque não dá para ter raiva dele. Ele corre feito louco, briga com todo mundo. Mas, infelizmente, ele acerta bem pouco. Com o Morais já perdi a paciência faz tempo. Ele é meio o Ricardinho (da foto do post anterior). O canhoto habilidoso da pelada (hehe, o Morais acha que é ambidestro, deixa ele acreditar…), o cara que prende a bola bem, dá uns dribles bons, mas que sempre está no time que perde. Sou mais o Jean (que vida difícil!).
O Leandro Amaral, coitado, deve estar muito triste de ter saído do Fluminense. Queria vê-lo jogar com alguém que consegue devolver uma bola na tabela, cruzar uma bola decente, fazer alguma coisa decente!
(Eurico está na linha no Sportv dando uma aula de arbitragem. Está falando do absurdo do negócio dos 6 segundos, claro! Estão tentando de toda forma justificar a lambança do juiz, mesmo quando ele, o juiz, já afirmou que a marcação não foi por conta dos 6 segundos. Todo mundo no programa chamando o Eurico de presidente hehehe. Que merda!)
Bom, voltando ao Leandro Amaral, parece que o Cruzeiro queria contratá-lo. É tudo o que o Cruzeiro precisava, acho: o time parece muito bem treinado, simpatizei com o técnico deles. Mas falta um finalizador. Acho que se o time acerta a finalização tem boas chances de ser campeão.
Lopes, no final do jogo, teve a coragem de falar que o time jogou bem, estava bem armado em campo. Deus! O time não acerta um passe. Não dá com esses zagueiros e com o Pablo tentando sair jogando. A bola não chega nem no meio. É só bicão para frente ou passe errado. E o Leandro Bonfim, o único minimamente capaz de fazer esta ligação, saiu machucado com 30 segundos de jogo.
Se o Vasco não tivesse São Januário como trunfo (é difícil ganhar do Vasco lá, tem sim o lance da mística, da torcida muito próxima do campo, do banco de reservas atrás do gol…), acho que seria rebaixado.
Quero, no entanto, tirar a prova dos nove com esse time. Não acho pior do que 90% dos outros times do Brasil. Quero ver o Vasco com um técnico bonzão, feito o Luxermburgo. Pode ser o Abel também.
ps: o narrador e o comentarista do Sportv que transmitiram o jogo são tão ruins quanto o Vasco. Ficaram horas para entender que houve alguma marcação. Só depois do gol, tentaram compreender alguma coisa. Isso me deixa revoltado nas transmissões. Eu, aqui de casa, já supunha um milhão de coisas que nem havia passado pela cabeça dos caras. Os caras estão no estádio, pô, transmitindo o jogo. Presta atenção. Me informa!!!!
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Thiago Camelo
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Igual
Junho 8, 2008 · Deixe um comentário
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Tem a ver
Junho 7, 2008 · Deixe um comentário
Zezé Di Camargo, cantor sertanejo.

Josué, jogador da seleção e ex-São Paulo.
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Thiago Camelo
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Do mesmo molde
Junho 6, 2008 · 1 Comentário

Kiko, o K do KLB.
Fernando Henrique, o goleiro do Fluminense.
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Thiago Camelo
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um olhar feminino. ou não.
Junho 5, 2008 · 2 Comentários
Provavelmente este será meu único post, então vou dizer a que vim.
Gosto dos acessórios amarelos, como as chuteiras do Juan e a bola do Fluminense-Boca. Eu gosto do Juan, aliás. Tipo, se a gente saísse no tapa, eu ia ganhar. Legal isso.
Acho a figura do juiz desnecessária. O jogo tem sempre que correr. Arbitragem deixa o jogo burocrático. E luta livre é um esporte bacana.
É muito triste achar o Flamengo e o Vasco igualmente simpáticos.
É muito triste ver o Chico Buarque torcendo pelo Fluminense. Entendam como quiserem.
A camisa do Fluminense, aliás, é muito feia, porque, na parte de baixo, parece que acabou, mas ainda tem um bocado de pano.
A Sandy e o Júnior são são-paulinos. É o que eu digo.
Estranhíssimo, estranhíssimo, mas o Flamengo é o time brasileiro com mais jogadores (aspas-no-ar)bonitos (fecha aspas-no-ar).
O Cidinho não concorda. Com nada.
Pó-de-arroz é muita palhaçada pra minha cabeça.
E o Botafogo, sei lá, acho que ainda estou procurando a metáfora ideal pro Botafogo. (Acho que daqui a uns tempos vai haver outro post meu.)
Aparentemente, eu sou a única pessoa que se importa com o Euro 2008. As TVs certamente não se importam, porque eu não descobri até agora onde, como, quando, que horas, com quem, por que (ops) eu vou ver Portugal e Turquia, no sábado. Mas vou estar com minha camiseta verde oliva de 3 euros do supermercado Continente.
O Felipão é herói nacional. E o jornal português A Bola é o diário mais vendido de Portugal. Não só entre os jornais esportivos, mas entre todos os jornais. Gente, como “A Bola” é um nome simpático, né não?
e, por fim, minha consideração futebolística mais importante:
Se eu fosse juiz de futebol, ia ser tão bom, tão bom que ia acabar por apitar a final da Copa do Mundo, e aí, aos 43 do segundo tempo, não ia ter pra ninguém, eu ia roubar a bola e fazer um gol.
Esta foi a contribuição ligeiramente constrangedora de Ligia Diniz.
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é o jeito: a ldu é o brasil na libertadores
Junho 5, 2008 · 2 Comentários
O Fluminense ameaçou amarelar, depois lembrou que isso é coisa do Botafogo e sapecou 3 a 1 no Boca. Acabou sendo justo.
O Boca tem um baita time para os padrões sul-americanos: poucos chutões para o alto, toque de bola melhor do que qualquer brasileiro (e ontem, com o campo enorme do Maracanã, eles acertaram uns passes que deram aperto no coração), três jogadores acima da média (apesar de o Riquelme ter sumido no segundo tempo e o Palácio nem ter aparecido para jogar) etc etc. Estaria entre os favoritíssimos caso disputasse o Brasileirão.
Só que deu Fluminense. E não adianta reclamar que foi sorte, que o Fernando Henrique agarrou como um pai de santo nos dois jogos. (Até onde eu sei, goleiro faz parte do time, ué) Também não adianta falar que o Boca dominou a posse de bola e criou muito mais chances. (Esse jogo redimiu o chavão-mor de que quem não faz, toma). É verdade que o Thiago Neves sumiu de novo, que o Conca fez um gol mandrake em uma jogada em que ele tinha feito tudo errado… Até pode-se dizer que aquele gol de falta do Washington foi um prenúncio do apocalipse. Mas o fato é que, depois do empate, o Boca se mandou para o ataque como se não houvesse amanhã e, a partir daí, quem mais criou oportunidades foi o Fluminense. Foram pelo menos uns 5 contra ataques com chance clara e até bola na trave. Só o Dodô perdeu uns dois gols moles moles. Mas ele é o único que não dá para culpar: sofreu a falta do primeiro gol, deu o passe do segundo e fez aquela belezura no terceiro. Mudou o jogo. Fora o drible 360 a la Winning Eleven que ele deu. Homem do jogo…
Ok, talvez não seja o homem do jogo. Isso porque o momento crucial foi o gol do Washington. O infeliz vinha jogando muito mal – tropeçando na bola, incapaz de dar um drible, caindo para cavar falta etc etc. Mas fez aquele gol e obrigou todo mundo a concordar que ele é iluminado. Eu ainda não sei se ele é um dos piores super artilheiros do Brasil ou um dos melhores pernas de pau.
O que eu sei é que ele faz parte de uma linhagem clássica do futebol brasileiro, que vem desde o Fio Maravilha nos anos 70 e que, nos últimos 15 anos, gerou pérolas como Túlio, Jardel, Oséas, Tuta e, mais recentemente, o imaculável Obina. Um cara desses vale ouro.
No fim, foi um baita jogo e o Fluminense mereceu a vitória. Nessas horas, quando a disputa é tão acirrada, vale mais a pena acreditar no placar final e pensar que, não importa o que, ganhou quem soube aproveitar melhor os detalhes e as pequenas oportunidades.
Pena que isso tudo foi só para perder da LDU no final.
Pedro
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Mórbida semelhança
Junho 5, 2008 · 3 Comentários
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O comunicador
Junho 5, 2008 · 1 Comentário
Agora, sempre quando tem intervalo durante os jogos do Fluminense, espero ansiosamente pela entrevista do Luiz Alberto. O cara é um comunicador nato. Excelente dicção, clareza nas palavras, português correto e dialética pura. “O Fluminense tem que fechar os espaços do meio campo. Por quê? Porque , do contrário, o adversário vai tomar conta do jogo e nossos laterais vão ficar sobrecarregados. Laterais estes que, por sua vez, ….”. E toda esta coesão de raciocínio é pontuada com a ênfase da última sílaba de cada palavra, coisa que poucos conseguem aprender nas animadíssimas simulações de programas de rádio das aulas da faculdade de Jornalismo.
Um grande capitão, um excelente comunicador.
Luiz Alberto para prefeito!

Thiago Camelo
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sebo nas canelas, moçada
Junho 3, 2008 · Deixe um comentário
O futebol é tão injusto que até quando a justiça divina se realiza ela é vista com má vontade. E está certo. No último domingo o Flamengo veio para atacar (mal) e o Fluminense só queria saber de se defender. No finzinho do segundo tempo o bendito do Maxi rouba a bola, passa para o Juan, que sofre pênalti. Léo Moura faz. Os jogadores do Fluminense fazem aquela cara de “ah, mas que injusto”.
Enfim, nada disso importa. O importante aqui é que, cada vez mais, o campeonato brasileiro está parecendo a anti-Inglaterra. Eu não vi tantos jogos assim, mas, olha, como são lentas as partidas. Jesus. Acho que é isso – e não a falta de gols propriamente dita – que tem entediado tanto as pessoas. E isso não só pela falta de técnica. O pessoal está devagar mesmo. Fla-Inter, Fla-Flu, Cruzeiro-Coritiba etc etc: pode ser só o início da temporada e excesso de cautela, mas tem um monte de gente jogando em câmera lenta. Isso deixa tudo muito chato.
Flamengo e Grêmio terminou zero a zero, mas foi um ótimo jogo, cheio de vontade e de correria.
As infinitas faltas que os juízes marcam sem dúvida têm um papel aí, mas não é só isso. A falta de categoria também tem seu preço: a maioria dos times perde logo a bola quando tenta jogar rápido. Só que o reverso é verdadeiro também, o que talvez explique a falta de gols: é muito mais difícil furar a marcação jogando cadenciado quando não se tem uns dois ou três jogadores que saibam o que estão fazendo.
O resultado é essa pasmaceira geral, potencializada pela duração desse Teixeirão 2008, que não deixa ninguém ficar animado diante da idéia de que ainda faltam 84 rodadas.
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Etiquetado: tédio












