me dê motivo…

vai catar coquinho

Ora, vá catar coquinho na ladeira

Se o Fluminense conquistou a antipatia de uma nação com isso, só acho justo que se guarde isso aqui pra eventuais fracassos no fim do ano.

Não que eu esteja secando…

boa noite rio, tchau brasil: flamengo campeão estadual 2009.

Nesse feliz fim de semana eu passei mal, meu computador começou a travar e o Flamengo comemorou o fim de 2008. Felicidade.

O Cruzeiro brincou no Maracanã hoje. Vai ser campeão brasileiro. Teve o gol do Vandinho, mas dessa vez o futebol achou por bem não recompensar a incompetência e permitiu que o Cruzeiro virasse.

Foi duro, viu. Os cruzeirenses são muito melhores que o Flamengo. Muito. Eles sabem fazer tudo que a gente não sabe. É um time que sabe segurar a posse de bola e que toca muito bem; mas isso só funciona porque os jogadores conseguem dominar sem cair, agüentam os trancos da zaga de pé e não têm medo de partir para cima.

No Flamengo, não tem nada disso.

O pobre do Erick Flores mais merece um Bolsa Família, para ver se fica mais tempo de pé do que no chão.

O Diego Tardelli é um vazio. A ausência dele vai ser é bola para o time. Ele pede a bola e parte para cima. Até aí tudo bem. Mas é um fominha desgraçado, sempre acaba tropeçando sozinho e não é capaz de acertar o gol nem Jesus transformar o goleiro num pernil.

E por aí vai. O Léo Moura tem conseguido o impossível – ele não ataca e não defende; só pega a bola na intermediária defensiva, vai caindo na diagonal para o meio, leva um encontrão, fica no chão e pimba.

O Obina é uma piada coberta de dendê.

E tudo isso é irrelevante. A questão é: e agora? E agora danou-se, eu acho.

Se o Renato Augusto serviu para encher o fiofó do Márcio Braga de dinheiro, por que diabos o Flamengo foi catar laterais reservas e artilheiros da segundona enquanto o Grêmio soube trazer o Tcheco e o Souza, o São Paulo contratou o André Lima, o Inter traz Daniel Carvalho & D’Alessandro etc etc etc?

Fora que…vejamos. O Jaílton melhorou ultimamente. Tem marcado melhor. Tem até saído melhor com a bola. Mas ele continua muito ingênuo. Não acompanhou o infeliz do Cruzeiro no segundo gol; tomou um chapéu de pura ingenuidade no segundo tempo. Por bobagem também fez pênalti contra a Portuguesa. Por que não deixar ele cumprir o destino dele de ser um bom reserva?

Recua o Cristian, Caio Jr, por favor. Bota ele ali plantado no meio da zaga. Ele é mais habilidoso e passa melhor que o Jaílton. Proíbe o Angelim/Dininho/Thiago Salles de encarnar o ponta esquerda. Proíbe o Juan e o Léo Moura de ficarem sempre caindo para o meio. Deixa o Jônatas aprodecer no inferno. Planta um atacante na área e deixa o Éder – sim, o Éder, veja a que ponto nós chegamos – ficar ciscando ali em volta. Não substitui o Toró nunca mais, porque ele é o deus da raça dessa trupe mal ajambrada que a gente tem. Obriga o Ibson a honrar o salário que ganha.

Tá difícil. Eu falei que ia dar merda, não falei? E nem acho que é pela ausência do Renato Augusto, do Marcinho ou do Souza… o time no início do campeonato é que estava muito além do que podia. Mas mesmo assim… o Flamengo entra em campo agora e se vê que falta confiança. E só chutão pra frente. Ninguém tem moral de botar a bola no chão e partir para cima. É lançamento ou passe para o lado. Assim não dá.

Enfim, é isso. Um post desconjuntado para um time atolado. Será que a Net devolve o dinheiro do pay-per-view?

Pedro

tem alguém aí?

Se tiver, então me digam se o craque desse quase-primeiro turno de campeonato não é o Marquinhos, do Vitória?

O cabra é bom. Magrinho demais para ir para a Europa, mas habilidoso na medida certa – não tropeça na bola mas também não quer entrar para o circo -, rápido e, principalmente, muito eficiente e preciso no chute. Sem medo de chamar o jogo para si, ele aparece toda hora no ataque baiano. É um ótimo meia ofensivo.

Se o Flamengo não estivesse afundando como o PSDB em época de eleição, o Juan também seria forte candidato. De todo modo, ele continua sendo o melhor lateral esquerdo do Brasil. E mais: ele tem até melhorado na defesa, que era seu ponto fraco. Quem joga o Cartola já sabe que nesse campeonato ele tem mostrado uma vocação até então insuspeita para roubar bolas. Fora que, no ataque, ele é a melhor opção do Flamengo. É rápido, dribla bem, não tem medo de arriscar, mas também não é fominha. Sem ele o time é mais ou menos como o Buchecha sem o Claudinho.

Pedro

zero a zero à esquerda

sem souza e toró para chutar a cabeça do castillo, a melhor coisa do flamengo x botafogo acabou sendo a entrevista do wellington paulista, ao fim do clássico no maracanã, em que ele fala algo nas linhas de: “até que esse empate fora de casa não foi um mau resultado para o botafogo”.

já dizia o youtube: antigamente existiam quatro grandes times no rio…

***

e por falar em rio, quem vai condenar a sinceridade do ÍDOLO tricolor Thiago Neves nessa entrevista durante a preparação da seleção olímpica (aproximadamente aos 3 minutos)?

estou bobo

Quase não dá para ficar chateado com o empate do Flamengo com a Portuguesa. Mentira, dá sim. Que amarelada. Mas, por outro lado, foi o melhor jogo desde… Flamengo e Atlético Mineiro. Foi infinitamente bom de ver e infinitamente angustiante torcer.

Se fosse Pororoca do Norte e Pituca FC eu estaria sorrindo de uma orelha à outra. Gol de mão, pênalti que o juiz manda voltar, expulsão marota, umas duas ou três grandes defesas de cada lado, dribles fantásticos do Ibson e do Diogo dentro da área do adversário… e amarelada no final. A jogada foi emblemática do Flamengo – Juan, o melhor e mais taticamente indisciplinado jogador do Brasil (e isso não é uma crítica, pelo menos não aqui), pega a bola na ponta direita, parte para dentro e sofre o pênalti. Ibson, um dos volantes mais habilidosos e eficientes, vai lá e converte. Mais ou menos assim.

É claro que tudo isso poderia ter sido evitado se o Jaílton não tivesse voltado a ser o Jaílton e cometido um pênalti mongolóide. Ou se o acarajé mágico do Obina, o Obama brasileiro, não tivesse acabado – eu juro que quando ele entrou eu pensei que esse era o típico jogo em que o infeliz marca gol. Não marca. Não mais. Fez menos do que o Souza, que cada vez mais me convence de que ele é um Toró no corpo de um Shaquille O’Neal; tem alguma habilidade fora da área, protege bem a bola, mas volta e meia prende e muito e é pura ineficiência na frente do gol.

E o tal do Diogo, hein? Ele e o Juan foram os melhores em campo. Ao contrário do Ibson, o sangue frio falou mais alto e ele fez o pênalti que o juiz mandou voltar. Foi um perigo constante, se movimentando o tempo todo, com habilidade para prender a bola no pé e tamanho para aguentar os trancos da zaga. Jogou quase sozinho e segurou a onda, incomodou o tempo todo. Não tinha uma bola no ataque da Portuguesa em que ele não estivesse na jogada.

Com o Juan..bem, foi o de sempre. Passou bem, mostrou visão de jogo, criou chances, roubou umas bolas. E não foi o suficiente. Não vou dizer que agora é puro sinal vermelho no Flamengo, porque na pior das hipóteses o time termina a rodada em segundo. Mas é preciso contratar pelo menos mais um homem de frente. Talvez o Éder ainda engrene, mas não é suficiente. E, mais uma vez, ficou claro que não dá para confiar no Tardelli, que, de resto, até correu bastante.

(O Tardelli é o anti-Marcinho. A gente vê ele correndo muito, tentando muita coisa, fazendo umas jogadas doidas de bonitas, mas, no fim das contas, a câmera sempre corta para aquela expressão de “ai, meus sais, foi quase” dele no fim do lance.)

Que frustração. Para cada coisa boa do jogo de hoje há uma ruim.

Bom: o Flamengo jogou melhor do que no domingo, tocou mais a bola, parecia mais ligado no jogo.
Ruim: além de dois pênaltis muito bobos, a Portuguesa chegou cara a cara várias vezes. E naquele drible do Diogo quase deu vontade de torcer para ele marcar.

Bom: Léo Moura atacou bem mais, principalmente no primeiro tempo, e, com a volta do Juan, o Flamengo conseguiu esgarçar a defesa da Portuguesa e criar espaço em campo.
Ruim: o espaço extra adiantou muito pouco porque metade das vezes o time tentava começar a jogada pelos pés do Cristian.

Bom: o time conseguiu sair na frente, levou o empate logo em seguida, mas manteve a cabeça em pé e fez o segundo ainda no primeiro tempo.
Ruim: precisa falar?

Bom: mesmo jogando na casa do adversário e com um homem a menos, o time mandou no segundo tempo e obrigou a Portuguesa a jogar só nos contra-ataques. Melhor ainda, conseguiu criar umas duas ou três chances claras de gol.
Ruim: os contra-ataques da Portuguesa foram quase mortais, mas isso eu já falei. O ruim mesmo foi jogar com um homem a menos por nada. (Caro Kléber Leite, favor conferir o número de cromossomos do Tardelli. Grato)

Bom: o Caio Jr mostrou mais uma vez que está nessa para ganhar. Entrou com três atacantes e, mesmo com o jogo empatado e com um homem a menos, recusou-se a colocar mais um homem de marcação.
Ruim: já são três jogos sem vencer e, a essa altura, ou ele está arrependido de ter ficado no Flamengo ou já já vai ter um idiota reclamando no ouvido dele.

Bom: um pontinho fora de casa, derrota do Cruzeiro, derrota do São Paulo.
Ruim: Vitória venceu. Marquinhos, Cleiton Xavier e (talvez) Diogo são os nomes do campeonato até aqui.

Bom: não perdeu de novo.
Ruim: adivinha quem comprou o Ibson no Cartola?

 

Pedro

À guisa de anedota


O vice-presidente de futebol do Flamengo, Kléber Leite, ao explicar o porquê da “aposentadoria” do novo uniforme do clube, alegou, entre outros motivos, que este modelo foi inspirado em um período não muito glorioso na história do Flamengo e que não haveria motivos para tal homenagem. Pois bem, entre 1980 até 2001 o Flamengo tinha estampado três estrelas ao lado do escudo em sua camisa. Cada uma dessas estrelas representava um tricampeonato ganho pelo clube: 42/43/44, 53/54/55 e – pasmem -, 78/79*/79. Quer dizer, não deve haver nenhum motivo mesmo para homenagear uma década cujas conquistas sequer estamparam o peito de todo rubro-negro por mais de 20 anos, né?

cara de pau

Depois do jogo de ontem, será que alguém ainda tem a cara de pau de dizer que o Thiago Silva é o melhor zagueiro do Brasil? Ou que o Luís Alberto serve para alguma coisa?

Esse time do Fluminense é detestável e a culpa é do Renato. Sempre foi gênio das entrevistas quando era jogador, mas bastou virar professor que deixou a galhofa de lado* e passou a inventar factóides. Esse do Thiago Silva é o pior deles. Em breve um europeu incauto vai pagar uma fortuna por ele.

A imprensa esportiva carioca (só a carioca?) está mesmo mal das pernas. Antes, era o mito de que o Botafogo jogava o “futebol mais bonito do Brasil”. E de que o Lucio Flávio não era retardado. Agora, o Thiago Silva. Ainda bem que o Fluminense perdeu para a LDU, senão a gente ia ter que engolir um “Washington é o maior artilheiro do Brasil” também.

* não que ele não tenha lampejos de genialidade: ontem na Globo o infeliz do repórter lançou um “tá com tanto frio pra usar luva aí, Renato?”, que felizmente foi rebatido com um olhar de desprezo e emendado por “e você tá com esse casaco aí por que?”. Valeu Portaluppi.

pedro