…que o Flamengo quase tomou um sabão do Atlético e ainda vem esse “escandâlo” das prostitutas do Marcinho e tudo mais. Uma hora tudo ia pro brejo mesmo. A história ainda está super mal contada e não é nada que a gente imagine que não acontece, mas, sabe como é, já vem o Tardelli e o Bruno dizendo que levaram bico das patroas etc etc. Isso não pode dar certo para o “espírito de grupo”.
A sorte é que todos os outros rivais empataram. E o São Paulo ainda perdeu. Só o Vitória ganhou, e muito bem: os baianos chamaram o Botafogo p’ra dançar e ficaram tirando casquinha a noite toda. Só vi o primeiro tempo, que foi muito bom: o Vitória entrou destrambelhado desde o início, passando a bola rápido, o tal do Marquinhos caindo pelos dois lados e infernizando a zaga e que-tais. Segue a torcida pelo rebaixamento do Botafogo. Seria a prova definitiva de que não dá para enganar todo mundo o tempo todo.
Em Belo Horizonte, o Flamengo ficou muito acomodado depois do gol. Quer dizer, talvez seja mais justo dizer que o time se deixou acomodar [sic]. Uma das coisas legais do futebol é o quanto cada partida tem sua dinâmica própria, como inspira toda uma psicologia e mecanismos meio instintivos de ação-reação. Nesse caso, os dois times acabaram fazendo um jogo super aberto e com muitos erros e incontáveis chances de gol; na hora das finalizações deu para ver o quanto os mineiros eram ruins, mas entre roubadas de bola e jogadas armadas, o Atlético deu um show e teve todo o controle emocional da partida. Faz parte. Jogar lá não é fácil.
Dos jogos da quinta..bom, não houve nada parecido e tudo foi meio entediante, então a boa foi mudar de canal a cada vinte minutos. Palmeiras e Figueirense deram a melhor partida. Esse Cleiton Xavier é invejável – perdeu uma ótima chance no primeiro tempo, mas fez um gol bem bonito no segundo. E, acima de tudo, é um cara que não tem medo de chutar. Isso vale muito.
O que faltou para o Figueirense foi força mental. É muito difícil fazer 1 a 0 fora de casa e não acreditar que a vaca uma hora vai para o brejo; nisso, o time recuou e quase obrigou o Palmeiras a pressionar loucamente. Foi o que eles precisavam – sem conseguir furar a zaga adversária, dava para ver até então no estilão palmeirense um medo desgraçado de empatar ou perder. O recuo do Figueirense acabou servindo para lembrar que eles estavam jogando em casa e que são eles um dos favoritos ao título. Nisso a turba foi só pressão e o Alex Mineiro, um jogador que até hoje eu não sei se presta ou não*, foi oportunista. No fim, dava até para ter vencido, mas o goleiro do Figueirense fez umas defesas de melar a cueca e o jogo terminou 1 a 1. Bom para o Flamengo.
* meu problema com o Alex Mineiro é simples: eu não acredito em goleadores que não moldam minimamente a personalidade do time. Até o Jardel fazia isso: em cinco minutos já dava para ver que ele era a referência ofensiva do Grêmio, que a mentalidade do time era maximizar o número de chances do cabra e que ainda faziam isso no estilo mais apropriado para ele (bolas aéreas). No Palmeiras não há nada disso; o Alex Mineiro não parece ter qualquer influência maior no estilo do time, chegando até a ter que sair da área para pegar na bola. Ele não é nem o cabeceador, nem o pivô, nem o atacante rápido, nem o cara da tabela, nem nada.
Pedro
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