melhor que o eto’o (e quem não é?)

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é o jeito: a ldu é o brasil na libertadores

Junho 5, 2008 · 2 Comentários

O Fluminense ameaçou amarelar, depois lembrou que isso é coisa do Botafogo e sapecou 3 a 1 no Boca. Acabou sendo justo.

O Boca tem um baita time para os padrões sul-americanos: poucos chutões para o alto, toque de bola melhor do que qualquer brasileiro (e ontem, com o campo enorme do Maracanã, eles acertaram uns passes que deram aperto no coração), três jogadores acima da média (apesar de o Riquelme ter sumido no segundo tempo e o Palácio nem ter aparecido para jogar) etc etc. Estaria entre os favoritíssimos caso disputasse o Brasileirão.

Só que deu Fluminense. E não adianta reclamar que foi sorte, que o Fernando Henrique agarrou como um pai de santo nos dois jogos. (Até onde eu sei, goleiro faz parte do time, ué) Também não adianta falar que o Boca dominou a posse de bola e criou muito mais chances. (Esse jogo redimiu o chavão-mor de que quem não faz, toma). É verdade que o Thiago Neves sumiu de novo, que o Conca fez um gol mandrake em uma jogada em que ele tinha feito tudo errado… Até pode-se dizer que aquele gol de falta do Washington foi um prenúncio do apocalipse. Mas o fato é que, depois do empate, o Boca se mandou para o ataque como se não houvesse amanhã e, a partir daí, quem mais criou oportunidades foi o Fluminense. Foram pelo menos uns 5 contra ataques com chance clara e até bola na trave. Só o Dodô perdeu uns dois gols moles moles. Mas ele é o único que não dá para culpar: sofreu a falta do primeiro gol, deu o passe do segundo e fez aquela belezura no terceiro. Mudou o jogo. Fora o drible 360 a la Winning Eleven que ele deu. Homem do jogo…

Ok, talvez não seja o homem do jogo. Isso porque o momento crucial foi o gol do Washington. O infeliz vinha jogando muito mal – tropeçando na bola, incapaz de dar um drible, caindo para cavar falta etc etc. Mas fez aquele gol e obrigou todo mundo a concordar que ele é iluminado. Eu ainda não sei se ele é um dos piores super artilheiros do Brasil ou um dos melhores pernas de pau.

O que eu sei é que ele faz parte de uma linhagem clássica do futebol brasileiro, que vem desde o Fio Maravilha nos anos 70 e que, nos últimos 15 anos, gerou pérolas como Túlio, Jardel, Oséas, Tuta e, mais recentemente, o imaculável Obina.  Um cara desses vale ouro.

No fim, foi um baita jogo e o Fluminense mereceu a vitória. Nessas horas, quando a disputa é tão acirrada, vale mais a pena acreditar no placar final e pensar que, não importa o que, ganhou quem soube aproveitar melhor os detalhes e as pequenas oportunidades.

Pena que isso tudo foi só para perder da LDU no final.

Pedro

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sobraram quatro

Maio 24, 2008 · 3 Comentários

LDU e América, Boca e Fluminense.

Se o América vence, a Libertadores fica desmoralizada. Primeiro, porque o time é medíocre, sabe que é medíocre e joga um futebolzinho para lá de maroto. Mas até aí tudo bem, dá até para simpatizar. Só que ia ser o fundo do poço deixar um time mexicano ganhar e ter que mandar o VICE para Tóquio.

Só que a LDU não tem nenhum carisma.

E Boca e Fluminense? Olha, com todo o respeito, essa é a hora ideal para o tricolor honrar sua tradição e tremer nas bases diante dos argentinos.

O Boca, aliás, tem uma característica fantástica: no mundo inteiro é o clube que melhor conseguiu articular a dinâmica de raízes locais específicas + apelo de massa. Isso porque continua, como sempre, identificadíssimo com a Boca, com o bairro. Por outro lado, faz essa identificação com o bairro operário-popular extrapolar o limite local para se definir, contra os “milionários” do River Plate, como um clube de massa, popular. E, olha, essa combinação bem-sucedida local/global não é pouca coisa não. Graças a isso o time consegue se estabelecer enquanto “marca” mundial – quem, nas Américas, não conhece e não teme o Boca? – sem ficar pasteurizado, isto é, sem virar pura marca, sem perder aquilo que dá sentido a tudo isso.

[Convenhamos: hoje em dia torcer para um Real Madrid, Manchester ou Chelsea parece ser a mesma coisa que torcer pela IBM ou pela Volkswagen. Não é muito do meu feitio ficar reclamando do aburguesamento do futebol europeu, mas essa coisa de ingressos cada vez mais caros, estádio com hotel e entretenimento do tipo disney etc etc é justamente a vitória dos negócios sobre a paixão. E, sinceramente, eu prefiro o futebol versão Obina do que o futebol versão Beckham...]

Enfim, isso tudo é só para dizer o óbvio: agora o Boca é o Brasil na Libertadores.

Pedro

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Quem tem Boca vai…

Maio 23, 2008 · 1 Comentário

O Fluminense não queria o Riquelme?? Tá aí o que você queria!!!

Dizem que alegria de pobre dura pouco, mas a alegria da aristocracia tricolor durou só 23 horas… Foi o tempo que demorou para eles perceberem que iam pegar o Boca Juniors nas semifinais da Libertadores.

Agora, eu não sei se torço para eles caírem frente ao Boca, o que não seria vergonha nenhuma e dependendo de como for o jogo, eles ainda podem alegar que poderiam ter chegado mais longe (o que não adianta de nada, se poder chegar mais longe fosse alguma coisa o Botafogo era o melhor time do mundo), ou se prefiro que eles derrotem o Boca, encham-se de moral e esperança, e sejam derrubados pelo destruidor, o matador, o verdadeiro fofômeno, Salvador “Guloso” Cabañas!!!

E bem, se o impensável acontecer e o Flu conseguir superar ambos estes gigantes do futebol latino-americano, aí eu deixo a rivalidade de lado, congratulo, me junto à festa e vou catar umas gatas tricolores pela rua… Afinal, depois que o “outro” fofômeno foi pego usando o manto com “raça”, “amor” e “paixão”, a gente tá precisando melhorar nossa moral.

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