Não tenho nada para falar sobre LDU x Fluminense. Mas que fique claro que nos tempos do velho Josef ou mesmo do molengão Nikita a Rússia não teria amarelado assim. Ou talvez o jogo contra a Holanda tenha sido só um causo do acaso. A verdade é que a Rússia ficou mansinha, mansinha hoje e a Espanha fez o que quis. A Regina Duarte que se prepare, porque a namoradinha da Euro 2008 já rodou.
Se em vez do Villa quem tivesse saÃdo machucado no primeiro tempo fosse o pipoqueiro do Fernando Torres – que, só para constar, é tipo a versão espanhola do Paulo Nunes – o jogo teria sido decidido bem antes. Mas não foi. Mas não dava para botar fé nos russos. Contra a Holanda eles correram pra diabos, tocaram a bola com facilidade e se movimentaram com uma fluidez que foi uma maravilha. Hoje, não acertaram dois passes, não tentaram nenhuma jogada menos conservadora, ficaram com medo de atacar e ainda deixaram buracos atrás.
Sorte da Espanha. O Fábregas mostrou que não é sempre que o Anderson defeca nele e acabou com o jogo. Duas “assistências” com muita categoria (valeu também o lançamento do Iniesta no terceiro gol). Gostei também do Sérgio Ramos – foi bem eficiente no ataque, buscou jogo, não deixou nenhum buraco na defesa.
Time por time, a Espanha é melhor do que a Alemanha. Mas quem há de ter coragem de apostar neles?
Não duvido que o Ballack finalmente jogue uma boa partida no final. Mas também não duvido nem um pouco que seja uma partida insuportável decidida nos pênaltis.
O que a empiria anda se esforçando para confirmar é a minha tese de que quanto mais cedo sai o primeiro gol de um jogo, melhor ele fica. LDU ontem mostrou isso. Na Euro, isso é regra – todo mundo fica ali de butuca até a hora do primeiro gol; aÃ, na mentalidade inês-é-morta, os ataques renascem das cinzas e partem para cima.
Falando nisso, o Sportv está até fazendo algo bacana nessa Euro ‘08, que é chamar uns ex-jogadores esquecidos para comentar os jogos. Até agora, já (ou)vi Vampeta, Paulo César Caju, Amarildo, Sávio e Élber. Melhor do que ouvir as bobagens do Marsiglia. O melhor de todos foi o Vampeta, só pelo fato de ficar de pura galhofa, contando causos dos tempos de jogador. Os comentários mais estranhos foram do Amarildo, que parecia tomar um susto toda vez que lembrava que tinha que falar alguma coisa.
Mas a maior pérola até agora foi do Sávio – o segundo jogador mais subestimado dos anos 90, depois do Rivaldo -, que disse algo do tipo: “Merecida a vitória espanhola, até porque o povo espanhol tem passado por tanto sofrimento nesses últimos anos, né?“.
Ah, mermão, sofrimento foi tua volta ao Flamengo.
Pedro

