melhor que o eto’o (e quem não é?)

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jogo meio boboca

Junho 26, 2008 · 5 Comentários

Não tenho nada para falar sobre LDU x Fluminense. Mas que fique claro que nos tempos do velho Josef ou mesmo do molengão Nikita a Rússia não teria amarelado assim. Ou talvez o jogo contra a Holanda tenha sido só um causo do acaso. A verdade é que a Rússia ficou mansinha, mansinha hoje e a Espanha fez o que quis. A Regina Duarte que se prepare, porque a namoradinha da Euro 2008 já rodou.

Se em vez do Villa quem tivesse saído machucado no primeiro tempo fosse o pipoqueiro do Fernando Torres – que, só para constar, é tipo a versão espanhola do Paulo Nunes – o jogo teria sido decidido bem antes. Mas não foi. Mas não dava para botar fé nos russos. Contra a Holanda eles correram pra diabos, tocaram a bola com facilidade e se movimentaram com uma fluidez que foi uma maravilha. Hoje, não acertaram dois passes, não tentaram nenhuma jogada menos conservadora, ficaram com medo de atacar e ainda deixaram buracos atrás.

Sorte da Espanha. O Fábregas mostrou que não é sempre que o Anderson defeca nele e acabou com o jogo. Duas “assistências” com muita categoria (valeu também o lançamento do Iniesta no terceiro gol). Gostei também do Sérgio Ramos – foi bem eficiente no ataque, buscou jogo, não deixou nenhum buraco na defesa.

Time por time, a Espanha é melhor do que a Alemanha. Mas quem há de ter coragem de apostar neles?
Não duvido que o Ballack finalmente jogue uma boa partida no final. Mas também não duvido nem um pouco que seja uma partida insuportável decidida nos pênaltis.

O que a empiria anda se esforçando para confirmar é a minha tese de que quanto mais cedo sai o primeiro gol de um jogo, melhor ele fica. LDU ontem mostrou isso. Na Euro, isso é regra – todo mundo fica ali de butuca até a hora do primeiro gol; aí, na mentalidade inês-é-morta, os ataques renascem das cinzas e partem para cima.

Falando nisso, o Sportv está até fazendo algo bacana nessa Euro ‘08, que é chamar uns ex-jogadores esquecidos para comentar os jogos. Até agora, já (ou)vi Vampeta, Paulo César Caju, Amarildo, Sávio e Élber. Melhor do que ouvir as bobagens do Marsiglia. O melhor de todos foi o Vampeta, só pelo fato de ficar de pura galhofa, contando causos dos tempos de jogador. Os comentários mais estranhos foram do Amarildo, que parecia tomar um susto toda vez que lembrava que tinha que falar alguma coisa.

Mas a maior pérola até agora foi do Sávio – o segundo jogador mais subestimado dos anos 90, depois do Rivaldo -, que disse algo do tipo: “Merecida a vitória espanhola, até porque o povo espanhol tem passado por tanto sofrimento nesses últimos anos, né?“.

Ah, mermão, sofrimento foi tua volta ao Flamengo.

Pedro

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rússia e holanda

Junho 23, 2008 · Deixe um comentário

O Muricy, aparentemente, sabe tudo de futebol. Sexta, no Sportv, quando perguntado sobre qual era a grande sensação da Eurocopa, o cramulhão tascou-lhe um “Rússia”. Na hora eu achei que era só para ser diferente e evitar as espanholandas da vida. Mas, no dia seguinte, o homem mostrou porque ganhou muito mais títulos brasileiros do que eu.

A Rússia absolutamente des-holandizou a Holanda. O tal do Arshavin fez o diabo com a bola no pé. E a Rússia soube tocar rápido, correr desajuizadamente e tudo mais. Cada hora um fulano caía por um lado, o time tocava de pé em pé, enfim, deixava a Holanda pronta para mais uma amarelada. Os russos fizeram com os holandeses justamente o que a Holanda tinha feito com francitália.

Daí porque, num jogo desses, fica até difícil dizer que a Holanda amarelou. Eles seguraram bem, dentro do possível, o Van der Sar agarrou mais do que o Michael Jackson numa creche* e o sumido van Nistelrooy ainda descolou um empate no finzinho. Muito digno. Aliás, vale dizer: até simpatizei mais com a Holanda porque eles, mesmo atrás no marcador, não ficaram dando balão para dentro da área, pelo menos no tempo normal. E o curioso é que o gol holandês veio justamente num balão para dentro da área. No único. Maldito futebol. O resultado foi que na prorrogação os holandeses insistiram em levantar bolas e mais bolas…sem resultado nenhum.

O que o Van Basten poderia ter feito era botar o Robben. Teria sido sensato. A Holanda estava bem dominada, sofrendo muito com os contra-ataques russos e coisetal, mas não custava tirar um Van de Vaart ou o que for e abrir o jogo pelas pontas com o Robben. Foi assim que eles ganharam antes, por que não continuar na mesma fórmula? O que se viu foi um monte de chutes de fora da área e só.

Valeu, Rússia. Guus Hiddink na seleção brasileira, já. E eu nunca mais duvido do Muricy. Quando ele disse que o Guusão tinha, de fato, tornado o escrete russo mais malemolente, menos frígido e tudo mais, ele estava coberto de razão.

E todos eles jogam na Rússia! Que falta faz uma máfia decente, não é não? Pena que não sobrou nenhum bicheiro superstar para patrocinar os times daqui e os nossos traficantes não têm a visão de longo prazo para fazer seu marketing.

Os russos vão pegar os espanhóis na quinta. Torço por eles. Se a Espanha passar, fica certo o título alemão. Vamos ver. Além do Arshavin, eu gostei muito do centroavante Pavlyuchenko: nem tanto pelo gol, mas pela movimentação e até pelo surpreendente toque de bola para um vara-pau daqueles.

É isso. A Rússia é o Brasil na Eurocopa, na piada que se recusa a morrer.

* Ok, parei.

Pedro

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balanço da semana

Junho 21, 2008 · Deixe um comentário

* O Brasil foi ridículo de novo. Robinho já perdeu todo o crédito que conseguiu na Copa América. E o time da Argentina não vale dois tostões. Joguinho insuportável. Se o Messi soubesse chutar, tínhamos perdido.

* Portugal tem a pior zaga e o pior goleiro do oceano Atlântico. Não foi falta do Ballack: no meu caderninho, falta de ataque não existe. O que não pode é o pessoal errar duas vezes, marcando a bola e deixando um infeliz aparecer para mandar a badalhoca para dentro. O primeiro gol da Alemanha foi uma belezura; Podolski e Schweins*.* abertos pelas pontas são perigosos. De resto, só eficiência. Cristiano Ronaldo amarelou bonito. E Portugal acaba dependendo demais do Deco. Quando ele não arrebenta, o time sofre.

* Croácia e Turquia fizeram mais uma partida mongolóide. Tentaram muito desbancar o antológico Suíça-e-Ucrânia, mas os dois golzinhos no final deram uma emoçãozinha que desqualificou a partida.

* Todo mundo está esperando que o Fluminense faça com a LDU mais ou menos o que a Estrela da Morte fez a Alderaan. Em outras palavras, o cenário de uma deliciosa pixotada está se desenhando. Lindo.

* É impressão minha ou todas as imagens daqui do blog sumiram?

pedro

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eurocopa mais bonita

Junho 17, 2008 · 1 Comentário

E a Itália ganhou da França. Joguinho meio mambembe, na verdade. O time da França é muito fraco; o glorioso Henry deu mais uma prova de que ele, ah, sabe, tipo-assim, o jogador mais superestimado da história da Via Láctea. Não acertou nada. Dos franceses todos, só o tal do Benzema me animou um pouco. Ele errou muito mais do que acertou, mas pelo menos deu uns dribles bons que quase resultaram em jogadas perigosas. E tentou o tempo todo.

O Pirlo deu uns dois passes com categoria, o Luca Toni perdeu uns quatro gols no melhor estilo Souza e a Itália ainda venceu por 2 a 0. O que acabou decidindo o jogo foi o pênalti e a expulsão do Abidal. Que foi pênalti, isso foi – aliás, foi em um dos dois passes fantásticos do Pirlo e em uma boa dominada do Toni. Mas o Abidal não merecia sair não. A França, que já tinha perdido o Ribéry, ficou totalmente sem rumo. O burocrata lá tirou o Nasri, que pelo menos não estava fugindo da bola, e pôs mais um zagueiro. A Itália ameaçou golear, mas, sabe como é, estamos falando da Itália, então ele preferiram perder uns gols aí e depois jogar mais na retranca.

No fim das contas, deu vontade de ter assistido ao jogo da Holanda. Tudo bem. Também não foi tão ruim assim. É que eu esperava mais. Para um jogo de vida-ou-morte, teve muita vida e pouca morte.

E já que estamos celebrando a mediocridade, ó mais uma semelhança mórbida:

simone perrota, o jaÃlton italiano
Simone Perrota, o Jaílton italiano

ator genérico, o vilão sem carisma Sylar, de \"Heroes\"
Ator genérico, o vilão sem carisma Sylar, de “Heroes”

Pedro

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