O futebol é tão injusto que até quando a justiça divina se realiza ela é vista com má vontade. E está certo. No último domingo o Flamengo veio para atacar (mal) e o Fluminense só queria saber de se defender. No finzinho do segundo tempo o bendito do Maxi rouba a bola, passa para o Juan, que sofre pênalti. Léo Moura faz. Os jogadores do Fluminense fazem aquela cara de “ah, mas que injusto”.
Enfim, nada disso importa. O importante aqui é que, cada vez mais, o campeonato brasileiro está parecendo a anti-Inglaterra. Eu não vi tantos jogos assim, mas, olha, como são lentas as partidas. Jesus. Acho que é isso – e não a falta de gols propriamente dita – que tem entediado tanto as pessoas. E isso não só pela falta de técnica. O pessoal está devagar mesmo. Fla-Inter, Fla-Flu, Cruzeiro-Coritiba etc etc: pode ser só o início da temporada e excesso de cautela, mas tem um monte de gente jogando em câmera lenta. Isso deixa tudo muito chato.
Flamengo e Grêmio terminou zero a zero, mas foi um ótimo jogo, cheio de vontade e de correria.
As infinitas faltas que os juízes marcam sem dúvida têm um papel aí, mas não é só isso. A falta de categoria também tem seu preço: a maioria dos times perde logo a bola quando tenta jogar rápido. Só que o reverso é verdadeiro também, o que talvez explique a falta de gols: é muito mais difícil furar a marcação jogando cadenciado quando não se tem uns dois ou três jogadores que saibam o que estão fazendo.
O resultado é essa pasmaceira geral, potencializada pela duração desse Teixeirão 2008, que não deixa ninguém ficar animado diante da idéia de que ainda faltam 84 rodadas.